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Gleisi: Lewandowski avisou Lula sobre consultorias antes do ministério
Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou que Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus contratos de consultoria na iniciativa privada antes de assumir o cargo ministerial. Entre esses contratos, estava uma ligação com o Banco Master.
A ministra esclareceu que não tem certeza se Lewandowski mencionou especificamente o Banco Master para o presidente, mas confirmou que ele falou sobre seus vínculos empresariais.
“Quando o presidente convidou o ministro, ele mantinha contrato de consultoria com o Master. Informou o presidente sobre esses contratos e tomou todas as providências necessárias para assumir o ministério, afastando-se da consultoria e do escritório de advocacia conforme previsto na legislação”, explicou Gleisi.
Ela disse ainda que Lewandowski mencionou que prestava serviços na iniciativa privada e que precisaria se afastar dessas atividades para exercer a função pública. “Não sei se ele destacou especificamente o Master, mas falou das suas atividades privadas. Isso, de forma alguma, é um impedimento”, comentou.
Gleisi destacou que todo o caso envolvendo o Banco Master está sendo devidamente apurado durante o governo do presidente Lula. Reforçou que a Polícia Federal, sob a direção de Lewandowski, conduziu as investigações.
“O governo mantém uma fiscalização rigorosa para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. Em nenhum momento houve hesitação do governo sobre essa questão”, afirmou a ministra.
Sobre o encontro do presidente Lula com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em dezembro de 2024, Gleisi ressaltou que o chefe do Executivo recebe diversos representantes do mercado financeiro e que isso é rotina.
“A orientação do governo é atuar com rigor técnico e legal na investigação dos fatos. Foi sob nosso governo que o dono do Master foi preso, que a liquidação foi realizada e que a Polícia Federal faz um trabalho rigoroso de investigação”, enfatizou.
A ministra também afirmou que a oposição tem mais pendências para esclarecer a respeito do caso do Banco Master, mencionando fundos de pensão de governos estaduais ligados à direita. Embora tenha evitado citar nomes específicos de políticos de Brasília ligados a Vorcaro, Gleisi lembrou conexões do banqueiro com petistas da Bahia e destacou governadores de oposição.
“A oposição precisa clarificar seu envolvimento com essa situação. Governos do Distrito Federal e do Rio de Janeiro estão envolvidos com os fundos de pensão relacionados ao Master. Além disso, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o maior doador individual nas campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Parece que a oposição tem muito mais a explicar do que o governo. Quem teve ligação com o Master foram eles, isso é evidente”, concluiu a ministra.

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