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Economia

PF investiga influenciadores por ataques ao Banco Central

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A Polícia Federal iniciou uma investigação sobre uma possível campanha organizada de ataques nas redes sociais contra o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo. A autorização para o inquérito foi dada pelo ministro Dias Toffoli, responsável pelas investigações relacionadas ao Banco Master no STF.

A apuração tem como alvo a contratação de influenciadores digitais que, possivelmente, receberam pagamentos para propagar críticas exageradas e informações distorcidas sobre a política monetária e as ações do Banco Central.

O caso chegou à Polícia Federal após denúncias de perfis com grande alcance que, de maneira simultânea e com uma narrativa uniforme, passaram a focar em desaprovar a gestão de Galípolo.

O principal objetivo da investigação é descobrir quem financiou essas publicações e se houve uso de recursos públicos ou de grupos que buscam enfraquecer a credibilidade da instituição.

Os investigadores estão agora atrás de notas fiscais e contratos de agências de marketing responsáveis pela administração desses influenciadores.

Essa investigação tem semelhanças com outros processos em andamento no STF que tratam da profissionalização da desinformação.

O foco não está nas críticas políticas — que são protegidas pela liberdade de expressão — mas sim na ocultação do financiamento e na possível existência de uma estrutura organizada para prejudicar a reputação de servidores públicos e órgãos estatais.

Se for comprovado o uso de recursos ilícitos ou a prática orquestrada de calúnia e difamação, os envolvidos poderão ser acusados de associação criminosa.

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