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Exército permite que Mauro Cid vá para reserva remunerada
General Tomás Paiva, comandante do Exército, aprovou a solicitação do tenente-coronel Mauro Cid para ingressar na reserva remunerada. Cid foi condenado a dois anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em um plano golpista.
A notícia foi inicialmente divulgada pelo SBT News e confirmada pelo jornal Estadão. Conforme informações do advogado de Mauro Cid, Jair Alves Pereira, o pedido para a transferência foi aceito e protocolado antes da condenação ser proferida pelo STF.
Segundo normas internas do Exército, a passagem para a reserva remunerada mantém o pagamento dos militares inativos que cumprem requisitos mínimos, como no caso dos tenentes-coronéis que precisam ter pelo menos 25 anos de serviço efetivo. Essa passagem não é considerada aposentadoria, mas mantém o vínculo do militar com a instituição.
Mauro Cid está no Exército desde 28 de março de 1996, totalizando quase 30 anos de serviço. Sua remuneração bruta nos últimos meses de 2025 oscilou entre R$ 32.540,76 e R$ 18.419,44.
A oficialização da passagem para a reserva remunerada está prevista para este sábado, 31, com a publicação no Diário Oficial da União.
Sobre a trama golpista
Mauro Cid firmou acordo de delação premiada no processo referente à tentativa de golpe de Estado. Por isso, recebeu pena menor que os demais envolvidos: dois anos em regime aberto.
No acordo, que envolveu crimes contra a democracia, ele pediu perdão judicial ou, alternativamente, uma pena reduzida para dois anos. A Primeira Turma do STF negou o perdão judicial, mas fixou a pena mínima conforme a delação.
Cid foi o único acusado que não recorreu da sentença, antecipando o início do cumprimento da pena em novembro. Além disso, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, ainda autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica de Mauro Cid.

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