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PM solicita mudança no dia de visita e caminhadas controladas para Bolsonaro
A Polícia Militar do Distrito Federal enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo ajustes nas operações e na segurança durante a custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido no 19º Batalhão da PMDF, conhecido como “Papudinha”. No documento, Bolsonaro é tratado como “custodiado sensível” e são solicitadas autorizações para alterar o dia das visitas, permitir caminhadas supervisionadas e ampliar o atendimento religioso.
O ofício, assinado pela comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, foi entregue ao STF nesta quarta-feira. A decisão sobre as medidas ficará a cargo de Alexandre de Moraes.
A PMDF destaca que, devido à posição anterior de Bolsonaro, ao impacto institucional do caso e ao alto grau de exposição pessoal, existe um potencial risco de incidentes ou hostilidade, o que justifica um tratamento diferenciado. A corporação ressalta que as ações propostas são preventivas para garantir a segurança institucional e a integridade física do preso, sem configurar qualquer privilégio.
Entre os pedidos, a corporação sugere mudar o dia das visitas da quinta-feira para o sábado. Isso porque, durante os dias úteis, especialmente às quintas, há grande movimento de servidores, atividades administrativas e coincidência com o dia de visita dos outros detentos, aumentando o risco e dificultando o controle de acesso.
Segundo a PM, essa situação torna a segurança mais desafiadora, atrapalha a separação adequada dos espaços e compromete o controle rigoroso da movimentação dentro da unidade.
Nos sábados, o fluxo de pessoas é menor, possibilitando uma operação mais previsível e uma segregação adequada dos ambientes.
Outro ponto é o pedido para permitir caminhadas controladas em locais específicos, como o campo de futebol ou uma pista asfaltada nos fundos da “Papudinha”. Esse pedido partiu do próprio detento, baseado em recomendações médicas, e as atividades seriam feitas sob escolta e supervisão contínua, sem contato com outros presos.
A PM também solicita que a assistência religiosa seja ampliada para o ex-presidente, nos mesmos moldes já aplicados no Batalhão, com suporte da Capelania da PMDF nas vertentes católica e evangélica, respeitando as rotinas administrativas e de segurança.
No texto, a corporação explica que a distribuição de medicamentos a Bolsonaro segue o mesmo padrão de todos os detentos, com supervisão direta da polícia e, quando necessário, com apoio eventual de reeducandos em regime semiaberto para fins de remição da pena.

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