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juros caem com expectativa do Copom

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Os juros futuros na B3 apresentaram queda consistente nesta quarta-feira (28), influenciados pelas decisões do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Embora a Selic deva se manter em 15% neste encontro, o mercado aguarda sinais que indiquem o início do ciclo de redução dos juros em março.

No exterior, a manutenção da meta dos Fed Funds entre 3,50% e 3,75% teve pouco impacto na curva local, mesmo com o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. Por aqui, o dólar tem mostrado queda, acumulando quase 5% de desvalorização em janeiro frente ao real, o que ajuda a reduzir as expectativas de inflação e aumenta as chances de cortes maiores na Selic na próxima reunião, podendo até surpreender hoje.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe da EPS Investimentos, calculava à tarde uma chance de 32% de redução da Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta, contra 24% na terça-feira.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) para 2027, 2029 e 2031 também recuaram, acompanhando o ânimo dos investidores e o cenário favorável do câmbio, que pode facilitar o controle da inflação pelo Banco Central.

Um economista de uma grande tesouraria comentou que, apesar das movimentações, não há novidades significativas que justifiquem quedas adicionais nos DIs, ponderando que um corte da Selic hoje é improvável por ser um risco à comunicação do Banco Central.

A curva passou a embutir uma probabilidade maior, de 53%, de um corte de 50 pontos-base na Selic em março, contra 24% na véspera, enquanto a chance de corte menor nesse período diminuiu.

Rostagno observa que a fraqueza do dólar contribui para apostas em cortes futuros, pois reduz as pressões inflacionárias. Ele relembra que embora um corte hoje seja pouco provável, o Copom pode sinalizar o começo do alívio monetário em março, possivelmente retirando termos que indicam manutenção prolongada dos juros altos.

Nos EUA, o Federal Open Market Committee (FOMC) manteve as taxas inalteradas, apesar de dois votos discordantes a favor de redução. O presidente do Fed, Jerome Powell, destacou o crescimento sólido da economia, a inflação ainda alta e a estabilidade no mercado de trabalho.

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, classificou a declaração do Fed como dura, afastando a expectativa de cortes próximos.

Por fim, o Tesouro Nacional divulgou o Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2026 e dados da Dívida Pública Federal. A dívida aumentou 1,82% de novembro a dezembro, totalizando R$ 8,635 trilhões. O PAF indica a necessidade de emissão de R$ 1,678 trilhão este ano, com média semanal de R$ 33 bilhões para rolagem dos vencimentos, conforme análise de Ítalo Franca, especialista em política fiscal do Santander.

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