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Lula destaca combate ao feminicídio na campanha, mas aumento dos casos preocupa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incorporou o enfrentamento ao feminicídio em seu discurso, determinando que a luta contra a violência contra a mulher seja prioridade nesta gestão. Esse tema é uma bandeira importante para sua campanha de reeleição, embora o Brasil enfrente um recorde preocupante de casos.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que, em 2025, quatro mulheres foram mortas diariamente, totalizando 1.470 casos de feminicídio, superando o recorde anterior de 1.464 em 2024. O feminicídio, definido como o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, foi criminalizado em 2015.
O eleitorado feminino representa 52,5% e, segundo pesquisa Quaest, 48% das mulheres aprovam o governo Lula, enquanto 47% rejeitam; entre os homens, a aprovação é menor. O governo vê potencial para melhorar seu desempenho entre as mulheres.
Além de mencionar o tema em suas falas públicas, Lula solicitou ao novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que dê prioridade ao combate à violência contra as mulheres. O presidente lidera a criação de um pacto entre Executivo, Judiciário e Legislativo para conscientizar a população sobre o problema e implementar ações contra essa violência.
O pacto visa apoiar ministérios na formulação de políticas públicas, estabelecer cooperação entre os poderes e planejar ações integradas nas esferas federal, estadual e municipal. Reuniões recentes com ministros e outros agentes têm discutido essa pauta, com a expectativa de anunciar medidas e lançar campanhas oficiais em breve.
Foi apresentado um vídeo de campanha para o enfrentamento do feminicídio, que deve ser veiculado em rádio e televisão. A cerimônia de lançamento está prevista para início de fevereiro, com a participação do presidente e da primeira-dama Janja, que assumiram o tema como central.
Especialistas ressaltam que o feminicídio é o ponto extremo da violência de gênero, que muitas vezes envolve abusos físicos, financeiros e psicológicos. É fundamental treinar profissionais para identificar e apoiar vítimas antes que essas tragédias aconteçam.
O ministro Wellington Lima e Silva já implementou unidades especializadas na estrutura de segurança pública para atuar preventivamente, contando ainda com o apoio do secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso. Medidas legais para endurecer penas contra agressores também estão sendo discutidas com o Congresso.
O Ministério das Mulheres prepara iniciativas como ampliação das Casas da Mulher Brasileira e das Tendas Lilás, que farão mobilizações em todas as regiões do país ao longo do ano.
No cenário político, a segurança pública é tema prioritário para o eleitorado. A oposição pretende explorar questões relacionadas à segurança para confrontar a gestão atual, ao passo que o governo destaca seu compromisso histórico e as políticas públicas já implementadas.
Em evento recente, Lula fez um apelo direto aos homens para que assumam a defesa da causa contra a violência contra as mulheres, lembrando que os homens são majoritariamente os agressores.
A secretária nacional de Mulheres do PT, Anne Moura, enfatiza que o enfrentamento ao feminicídio é prioridade absoluta e pauta permanente do partido. A campanha de Lula reforçará o compromisso com políticas públicas eficazes, fortalecimento das instituições de proteção e valorização das conquistas na área. Combater o feminicídio requer estado forte, políticas continuadas, responsabilização dos culpados e uma transformação profunda dos valores na sociedade brasileira.

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