Economia
Governo tem saldo positivo de R$ 22,1 bi em dezembro, informa Tesouro
O governo central, que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, registrou um superávit primário de R$ 22,107 bilhões em dezembro, conforme divulgado pelo Tesouro nesta quinta-feira, 29. Em novembro, o governo havia enfrentado um déficit de R$ 20,172 bilhões.
Esse resultado positivo em dezembro foi superior à mediana prevista na pesquisa Projeções Broadcast, que estimava um superávit de R$ 16,850 bilhões. As expectativas de mercado variavam entre um déficit de R$ 15,0 bilhões e um superávit de R$ 30,10 bilhões.
Embora positivo, o superávit de dezembro foi menor do que o registrado em dezembro de 2024, quando as contas governamentais apresentaram um saldo favorável de R$ 24,106 bilhões.
As despesas do governo central aumentaram 3,1% em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2024, já considerando a inflação no período. Paralelamente, as receitas totais tiveram crescimento real de 2,5% na mesma base de comparação.
Resultado de 2025
Em 2025, as contas do governo central encerraram o ano com déficit primário de R$ 61,691 bilhões, informou o Tesouro. Esse déficit, que não considera determinadas exceções para o cálculo do cumprimento da meta fiscal, corresponde a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB).
No ano anterior, o déficit foi de R$ 42,924 bilhões; portanto, o rombo cresceu 32,3%, já descontada a inflação.
Embora negativo, o resultado de 2025 foi menos pior do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que previa um déficit de R$ 66,90 bilhões. Todas as projeções de mercado indicavam saldo negativo, com estimativas entre R$ 75,70 bilhões e R$ 53,70 bilhões.
As despesas do governo central cresceram 3,4% em relação a 2024, também já descontada a inflação, enquanto as receitas aumentaram 3,2% na mesma comparação.
A meta fiscal para 2025 previa déficit zero, com tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos, considerando diversas exceções. No relatório de avaliação de receitas e despesas primárias referente ao quinto bimestre, o governo estimou que os gastos excepcionais somariam R$ 44,50 bilhões.

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