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Nasa descobre planeta parecido com a Terra
A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, anunciou recentemente a descoberta do planeta HD 137010 b, que pode ser muito parecido com a Terra, apresentando condições que talvez permitam a existência de vida. Porém, a agência alerta que esse planeta pode ser ainda mais frio que Marte, permanecendo congelado.
De acordo com a divulgação realizada na terça-feira, 27, trata-se de um planeta rochoso um pouco maior que a Terra, que orbita uma estrela semelhante ao Sol a aproximadamente 146 anos-luz de distância.
Os dados usados para estudar esse exoplaneta (um planeta que gira em torno de uma estrela diferente do Sol) foram coletados pelo telescópio espacial Kepler, que foi desativado em 2018, e ainda estão sendo analisados.
Localização e condições
A nota da Nasa explica que o HD 137010 b pode estar situado na borda externa da ‘zona habitável’ da sua estrela — o limite onde a água líquida poderia existir na superfície do planeta, caso haja uma atmosfera adequada, o que permitiria a presença de vida.
Como os estudos ainda estão em andamento, não há conclusões definitivas. A Nasa calcula que o calor e a luz que o planeta recebe de sua estrela é menos de um terço do que a Terra recebe do Sol, pois a estrela HD 137010 é mais fria e menos brilhante.
Isso sugeriria que a temperatura na superfície do planeta pode ser inferior a -68ºC — a média de temperatura em Marte é cerca de -65ºC.
Para que o HD 137010 b seja oficialmente considerado um planeta, serão necessárias observações adicionais, possivelmente feitas pelo telescópio TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da Nasa ou pelo CHEOPS (CHaracterising ExOPlanets Satellite) da Agência Espacial Europeia.
Possibilidade de habitabilidade
Apesar do clima potencialmente frio, HD 137010 b pode ter temperaturas mais amenas ou até ser um planeta coberto por oceanos, segundo os cientistas que estudam o exoplaneta. Para isso, ele precisaria ter uma atmosfera com maior concentração de dióxido de carbono do que a Terra.
Com base em modelos das possíveis atmosferas, a equipe atribui ao planeta 40% de probabilidade de estar na zona habitável mais restrita ao redor da estrela, e 51% de chance de estar dentro da zona habitável mais ampla e otimista.
Por outro lado, há cerca de 50% de chance do planeta estar fora de qualquer zona considerada habitável.

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