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Aumento da violência sexual contra mulheres no Haiti, alerta Médicos sem Fronteiras
A violência sexual e de gênero tem crescido significativamente no Haiti, particularmente na capital, onde mulheres e meninas enfrentam ataques cada vez mais cruéis promovidos por grupos violentos para infundir medo na população. A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) emitou um alerta nesta quinta-feira (29) sobre essa situação preocupante.
A MSF destaca que, desde 2021, essa violência tem se intensificado de forma preocupante e sistemática, afetando com maior gravidade as mulheres e crianças do Haiti, como descrito em seu relatório recente.
Baseado em uma década de registros médicos e testemunhos coletados na clínica Pran Men’m, estabelecida em 2015 pela MSF para apoiar vítimas deste tipo de agressão, os dados revelam que os casos quase triplicaram, passando de uma média mensal de 95 atendimentos em 2021 para mais de 250 em 2025, conforme informado por Diana Arroyo, chefe da missão da MSF no Haiti.
Diana Arroyo comentou que esses números evidenciam o impacto direto do aumento da violência no país sobre o corpo e a vida das mulheres e meninas que vivem em Porto Príncipe.
O Haiti enfrenta há muitos anos uma grave crise causada por grupos criminosos armados que perpetram homicídios, estupros, roubos e sequestros. Desde 2022, 57% das vítimas relataram que foram atacadas por membros desses grupos, frequentemente em situações de agressão em grupo. Em mais de cem casos, as vítimas disseram ter sido violentadas por dez ou mais agressores simultaneamente.

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