Economia
Governo tem rombo de R$ 55 bilhões e dívida cresce para 78,7% do PIB em 2025
O setor público consolidado enfrentou um déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). Este valor representa um aumento de 15,5% em relação ao déficit de R$ 47,6 bilhões registrado em 2024.
Este resultado considera os balanços fiscais da União, estados, municípios e empresas estatais (excluindo o setor financeiro e a Petrobras).
Déficit ocorre quando as despesas do governo superam suas receitas provenientes de tributos e impostos; o mesmo conceito se aplica às empresas estatais, considerando suas receitas de serviços e produtos.
O déficit decorre dos R$ 58,7 bilhões do governo federal e R$ 5,9 bilhões das estatais, compensados por um superávit de R$ 9,5 bilhões das unidades estaduais e municipais.
Este saldo negativo corresponde a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB).
Dívida Total
O Banco Central também informou que a dívida bruta do Brasil voltou a subir em 2025, alcançando R$ 10 trilhões, equivalente a 78,7% do PIB, um crescimento de 2,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
O cálculo engloba o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além dos governos estaduais e municipais. Este indicador é um dos principais avaliados por investidores para analisar a saúde financeira do país.
Segundo o BC, o aumento anual da dívida bruta foi impulsionado pelos juros nominais apropriados (alta de 8,9 pontos percentuais), reconhecimento de dívidas adicionais (0,2 pontos percentuais) e pela variação nominal do PIB, que teve uma redução de 5,7 pontos percentuais.
Dívida Líquida
Já a dívida líquida, que exclui os ativos do governo, subiu para 65,3% do PIB em 2025, chegando a R$ 8,3 trilhões, uma elevação de 4 pontos percentuais em relação a 2024.

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