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eduardo satisfeito com visita de tarcísio ao pai
Após críticas dirigidas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo adiamento da visita marcada para o ex-presidente Jair Bolsonaro na semana passada, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) expressou estar “especialmente satisfeito” com a ida do governador para encontrar o ex-presidente na prisão nesta quinta-feira.
Durante um momento de pressão para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, Eduardo afirmou que Tarcísio “era, até recentemente, uma figura pública pouco conhecida”, eleito graças a Bolsonaro, o que o impedira de contrariar seu pai na escolha do candidato presidencial.
Tarcísio havia cancelado um encontro previamente agendado com o ex-presidente no dia 22. A decisão foi tomada poucas horas após Flávio tornar público que o governador ouviria de Bolsonaro que a derrota nas eleições presidenciais estava descartada para ele. Conforme Eduardo, o gesto do governador nesta quinta representa um momento de “foco no que une” e na partilha do “mesmo desejo” para o futuro do Brasil.
“(A visita) é um ato que certamente traz conforto a Jair Bolsonaro neste momento delicado que enfrenta”, escreveu Eduardo. “Por isso, fiquei especialmente satisfeito com a visita realizada hoje. Gestos assim fortalecem vínculos, constroem pontes e reafirmam compromissos com o futuro do país”, acrescentou.
No mesmo dia do encontro cancelado, em entrevista ao podcast “Santa Política”, Eduardo mencionou que Tarcísio ganhou destaque público apenas durante sua gestão como ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro:
— Até pouco tempo, Tarcísio era um servidor público pouco conhecido da sociedade. Tornou-se conhecido durante o ministério da Infraestrutura. Posteriormente, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Bolsonaro. Ele não tem como se opor a Bolsonaro. Se tentar algum movimento próprio, acabará semelhante a João Doria — declarou. — Ele tem poucas alternativas, pois a linha de escolha da candidatura de Flávio Bolsonaro é muito firme.
A justificativa para o adiamento da visita anterior foi que o governador possuía compromissos em São Paulo. Contudo, conforme apurado, não havia agendas públicas no dia marcado para o encontro, tendo ocorrido apenas “atividades internas” segundo sua assessoria.
Nova postura e apoio político
Desta vez, Eduardo também comentou positivamente a presença do ex-vereador Carlos Bolsonaro que acompanhou Tarcísio na visita, repercutindo o post do irmão. Carlos recentemente descartou a possibilidade do governador disputar a Presidência no lugar de Flávio.
No início de janeiro, Tarcísio publicou vídeo criticando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a esposa comentando que o Brasil precisa de um novo “CEO”, referindo-se a ele. A mensagem foi curtida pelo governador e também pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o que gerou críticas entre apoiadores de Bolsonaro e seus familiares.
Em meio a essa discussão, Flávio visitou o pai — ainda na época detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, antes da transferência para outro batalhão — e assegurou que sua candidatura é irreversível. Enquanto isso, Carlos usou tom irônico postando uma imagem do ex-governador João Doria como “CEO de São Paulo”, conteúdo que foi compartilhado por Eduardo.
Compromisso e união
Após a visita desta quinta-feira, Tarcísio afirmou ter um “projeto de longo prazo” em São Paulo, destacando que seu papel é buscar a reeleição no estado e apoiar o candidato da direita à Presidência, que é Flávio Bolsonaro. Ele ressaltou a importância da unidade do campo conservador e disse que sua atuação fará parte de um acordo mais amplo.
— Meu objetivo é permanecer em São Paulo. Temos um projeto de longo prazo e queremos concretizá-lo. Apoio Flávio sem dúvidas. Como sempre digo, nossa entrada será forte e unida, agregando pessoas e debatendo projetos para o país — declarou.
Antes do encontro, Flávio suavizou o tom e afirmou que o pai “gostaria muito” de receber o governador para um bate-papo amigável, evitando referências a temas eleitorais. Essa mudança de postura visa preservar o teor pessoal da visita, que vinha causando especulações políticas.

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