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STF libera vídeos para esclarecer caso Master e reduzir críticas

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Uma parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliou positivamente a decisão do colega Dias Toffoli de divulgar os vídeos dos depoimentos relacionados ao caso Master. Essa medida é vista como um esforço para esclarecer dúvidas e questionamentos sobre o andamento da investigação, da qual o ministro é relator.

A divulgação dos vídeos foi bem recebida até entre ministros que têm demonstrado incômodo com outras decisões tomadas por Toffoli no decorrer do caso. Um magistrado chegou a qualificar o dia como um momento de “resultado positivo” para o colega.

Além da liberação dos vídeos, uma nota divulgada pelo gabinete do ministro nesta quinta-feira trouxe esclarecimentos importantes, ajudando a colocar em contexto a posição de Toffoli na narrativa dos acontecimentos. O comunicado abordou pontos polêmicos e indicou que a possibilidade de encaminhar parte ou toda a investigação para a primeira instância ainda está em consideração.

A expectativa é que a transparência reforçada contribua para evidenciar a condução da investigação no STF e promova um ambiente mais favorável dentro da Corte, que retoma suas atividades oficialmente na próxima segunda-feira, em uma sessão solene.

No entanto, ainda persiste entre alguns magistrados a necessidade de que Toffoli esclareça suas relações com o caso Master.

Os vídeos divulgados mostram relatos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente afastado do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor do Banco Central, Ailton Aquino – este último não investigado e sem participação em acareações.

Em um dos depoimentos, houve divergência clara entre Vorcaro e Costa a respeito da origem das carteiras de crédito problemáticas adquiridas pelo BRB a partir de 2025.

Vorcaro afirmou que o BRB sabia que parte dos créditos não se originava diretamente do Master, mas sim de outra empresa chamada Tirreno, apontando que o modelo de negócios envolvia a compra de carteiras estruturadas por terceiros. Já Costa negou, declarando que sempre acreditou que os ativos eram originados pelo próprio Master e só depois surgiram dúvidas sobre sua procedência.

Na nota oficial enviada aos gabinetes do STF, Toffoli detalhou em 11 pontos o percurso do processo sob sua responsabilidade. Reconheceu a possibilidade de remeter o caso para a primeira instância após a conclusão das investigações e destacou que assumiu a relatoria por sorteio, sem contestações da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O ministro ressaltou que atendeu a pedidos da Polícia Federal para estender o inquérito por mais sessenta dias e rejeitou requerimentos das defesas que alegavam irregularidades no processo.

“Todos os pedidos de anulação formulados pelas defesas, inclusive alegações sobre prerrogativa de foro, foram rejeitados, assim como um pedido para composição amigável entre as partes, apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro,” afirmou o texto.

Quanto ao sigilo absoluto, Toffoli justificou que sua manutenção é necessária devido a diligências ainda em curso. Considerando a repercussão negativa dessa medida, o ministro passou a divulgar algumas decisões importantes tomadas durante o andamento do processo para garantir maior transparência.

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