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Multidão protesta em Minneapolis contra ações anti-imigração nos EUA

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Na última sexta-feira (30), milhares de pessoas participaram de uma marcha em Minneapolis para expressar sua oposição às operações da polícia migratória dos Estados Unidos, em meio a semanas de tensão que culminaram no assassinato a tiros de dois ativistas.

O dia de protesto, chamado de “apagão nacional”, foi organizado por grupos que defendem os direitos dos imigrantes, em resposta à comoção provocada pela morte de Renee Good e Alex Pretti durante ações federais.

Entre os manifestantes, destacou-se a presença do ícone do rock Bruce Springsteen, que prestou homenagem aos ativistas com uma canção.

Sushma Santhana, 24 anos, que tomou parte na manifestação, declarou à AFP: “Não acredito que o governo federal deva estar aterrorizando nosso povo dessa maneira”.

O protesto contou com o apoio dos democratas que administram o estado de Minnesota e a cidade de Minneapolis, reconhecida como cidade-santuário que se recusa a cooperar com agências contra a imigração ilegal.

A política de operações e deportações tem sido uma das prioridades do presidente republicano Donald Trump.

Acusações contra jornalista

Em meio à comoção gerada por esses óbitos, o presidente americano anunciou recentemente uma redução nas operações e substituiu o comandante da Patrulha Fronteiriça em Minneapolis, enviando Tom Homan, conhecido como czar da fronteira, para liderar as ações.

Homan admitiu que “melhorias poderiam e deveriam ser realizadas”, adotando um tom mais moderado em comparação com seu antecessor, o controverso Greg Bovino.

No entanto, após a divulgação de um novo vídeo com protestos envolvendo Alex Pretti, Trump retomou uma postura mais rígida.

A procuradora-geral Pam Bondi, que inicialmente rotulou os dois ativistas como “terroristas”, anunciou acusações contra o jornalista Don Lemon, ex-apresentador da CNN, que recentemente participou de uma invasão a uma igreja em Saint Paul, vizinha a Minneapolis.

Durante uma transmissão ao vivo, Lemon cobriu a manifestação que acusava o pastor local de colaborar com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O advogado de Lemon afirmou que ele foi detido em Los Angeles, mas destacou que sua cobertura jornalística foi consistente com seu trabalho habitual.

Investigações indicam que Lemon entrou junto com os manifestantes e entrevistou fiéis assustados pela invasão, sendo acusado de conspiração e interferência nos direitos garantidos pela Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão e religião, informou um porta-voz do Departamento de Segurança Interna.

Após audiência, o jornalista foi liberado em Los Angeles, com sua próxima audiência marcada para Minneapolis em 9 de fevereiro.

“Não vou desistir agora”, afirmou Don Lemon. “Não há momento mais crucial do que este para uma imprensa livre e independente que ilumine a verdade e responsabilize os detentores do poder.”

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) criticou o tratamento dado ao jornalista, enquanto o líder da minoria democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, solicitou sua soltura imediata.

Classificação de “agitador” e investigações

Donald Trump descreveu o enfermeiro Alex Pretti, que foi morto a tiros, como um “agitador e, possivelmente, insurgente”.

O presidente comentou que o valor de Pretti diminuiu após a divulgação de um vídeo em que ele aparece gritando e cuspindo no rosto calmo de um agente do ICE.

Vídeos compartilhados online mostram um confronto entre Pretti e agentes federais dias antes de sua morte, incluindo imagens de atos de violência contra um veículo policial.

Durante o confronto, havia indícios da presença de uma arma na cintura do manifestante. O vice-procurador-geral Todd Blanche informou que o Departamento de Justiça iniciou uma investigação sobre possíveis violações de direitos civis relacionadas à morte de Pretti.

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