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Economia

IR Isento para quem ganha até R$ 5 mil a partir de 2026

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Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) começarão a ser percebidos já no contracheque deste mês de fevereiro para trabalhadores com salário bruto de até R$ 5 mil mensais. Essa modificação garante isenção total do imposto para essa faixa salarial, enquanto quem recebe até R$ 7.350 terá uma redução gradual no desconto feito na fonte.

As novas normas se aplicam aos salários pagos desde janeiro, impactando diretamente os pagamentos efetuados a partir de fevereiro. Conforme projeções do Ministério da Fazenda, essa mudança beneficiará cerca de 16 milhões de contribuintes, ampliando o alívio tributário sobre a renda do trabalho.

Com a atualização da tabela, ficam totalmente isentos do IRPF – desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil – trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios. A isenção também é válida para o pagamento do décimo terceiro salário.

Quanto aos rendimentos acima de R$ 7.350, estes continuam sujeitos à tabela progressiva atual, cuja alíquota máxima é de 27,5%.

Tabela do Imposto de Renda 2026 para rendas acima de R$ 7.350

  • Até R$ 2.428,80: isento
  • De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5%
  • De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15%
  • De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5%
  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5%

Fonte: Receita Federal

Compreenda a isenção e o desconto

Em 2025, a isenção do IRPF era válida somente para rendas de até dois salários mínimos (R$ 3.036). Agora, quem recebe até R$ 5 mil tem direito à isenção total, o que pode representar uma economia anual de até R$ 4 mil, considerando o décimo terceiro salário.

Além disso, há uma faixa intermediária de alívio tributário para quem ganha até R$ 7.350, com desconto progressivo que evita o chamado “degrau tributário”, que ocorre quando pequenos aumentos salariais provocam saltos bruscos no imposto.

  • Salário de R$ 5.500: redução aproximada de 75% no imposto mensal;
  • Salário de R$ 6.500: economia anual estimada em R$ 1.470;
  • Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano.

O valor do desconto varia conforme cálculos individuais, incluindo outras rendas e deduções.

Quem terá aumento no imposto?

Para compensar a diminuição de arrecadação, contribuintes com renda mensal superior a R$ 50 mil passarão a pagar mais IR, assim como aqueles que recebem dividendos – participação nos lucros das empresas distribuídos aos acionistas.

  • Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil por mês): alíquota progressiva de até 10%;
  • Renda acima de R$ 1,2 milhão ao ano: alíquota mínima efetiva de 10%.

Ao todo, cerca de 141 mil brasileiros, conforme dados do governo, serão alcançados pelo Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), direcionado para alta renda.

Declaração do IR permanece inalterada até 2027

Embora a isenção e a redução do imposto já apareçam no contracheque em 2026, a obrigatoriedade de declarar o Imposto de Renda permanece para quem se enquadra nos critérios exigidos. Isso acontece porque a declaração entregue em 2026 será referente ao ano-base de 2025, período anterior à vigência da nova tabela.

O impacto completo dessas mudanças será refletido apenas na declaração do Imposto de Renda de 2027, relativa aos rendimentos do ano de 2026.

Informações baseadas em dados da Agência Brasil.

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