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Pai de adolescente diz que ele deve responder se for culpado no caso do cão Orelha

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A reação ao caso do cão Orelha, que sofreu maus-tratos em Santa Catarina, gerou manifestações em todo o Brasil neste fim de semana. Os participantes dos protestos pediram que pelo menos quatro adolescentes, suspeitos de agredir o animal com intenção de matá-lo, sejam responsabilizados.

No domingo, 1º, o pai de um desses jovens falou sobre o caso em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo. Segundo ele, cuja identidade não foi divulgada, a família está aguardando o término das investigações. “A criação que eu e minha esposa damos para nosso filho não é de poupá-lo. Se ele fez algo e isso for comprovado, ele tem que assumir as consequências”, afirmou.

“Mas isso precisa ser comprovado, pois até agora são apenas acusações sem provas apresentadas”, complementou.

O pai também destacou que espera que o processo identifique corretamente os envolvidos. “Queremos que os depoimentos sejam colhidos o mais rápido possível, que a verdade apareça e, a partir disso, que todos os adolescentes inocentes sejam publicamente absolvidos”, declarou.

Rodrigo Duarte da Silva, advogado que defende duas famílias dos jovens suspeitos, afirmou na entrevista ao dominical que a punição deve refletir a participação real de cada um. “Caso algum deles tenha contribuído para os maus-tratos ou outros pequenos delitos, deve ser responsabilizado conforme sua culpa”, disse.

O cão Orelha faleceu no começo de janeiro, após sofrer ferimentos graves na cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, as lesões eram tão sérias que foi necessária a eutanásia durante o atendimento veterinário que tentava melhorar seu estado de saúde.

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