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Lula apoia Michelle Bachelet para chefe da ONU
O governo do Brasil decidiu apoiar a candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para ocupar o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que, após quase 80 anos de história, é o momento da ONU ser liderada por uma mulher.
Lula ressaltou a carreira notável de Bachelet, que foi a primeira mulher a governar o Chile, ocupando a presidência em duas ocasiões, além de ter sido a primeira mulher ministra da Defesa e da Saúde no país. Ele também lembrou o papel de destaque dela em instituições multilaterais.
“No sistema das Nações Unidas, Michelle Bachelet teve uma participação essencial na criação da ONU Mulheres, onde foi a primeira diretora-executiva, ampliando as ações pela igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, ela lutou para proteger os mais vulneráveis, promover o direito a um meio ambiente limpo e saudável, e garantir voz para os que mais precisam ser ouvidos”, escreveu Lula.
O presidente brasileiro afirmou que a experiência, liderança e compromisso de Bachelet com o sistema multilateral a qualificam para liderar a ONU, num momento marcado por conflitos, desigualdades e desafios para a democracia.
Atualmente, o português António Guterres ocupa o cargo de secretário-geral da ONU, tendo sido reeleito em 2021 para um segundo mandato que termina em 2026. O novo secretário-geral iniciará seu mandato em 1º de janeiro de 2027.
Apoio conjunto
O Ministério das Relações Exteriores informou que a candidatura de Michelle Bachelet foi oficialmente apresentada nesta segunda-feira pelos governos do Chile, Brasil e México.
“Esta candidatura representa o desejo conjunto de nossos países de fortalecer o sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios atuais”, declarou o ministério.
O comunicado ainda destaca que a vasta experiência de Bachelet na gestão de processos políticos complexos, sua habilidade reconhecida para mediar diálogos e seu compromisso com os princípios das Nações Unidas são uma contribuição valiosa para tornar a organização mais eficiente, representativa e voltada ao bem-estar da população.
O Itamaraty ressaltou o contexto internacional complicado e o papel fundamental da ONU como o principal fórum mundial para o diálogo e a busca de soluções coletivas em temas como paz, segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e ações contra as mudanças climáticas.
“Reforçamos nosso empenho no multilateralismo como base essencial para uma governança global que respeite a cooperação internacional e a autodeterminação dos povos”, concluiu a nota oficial.

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