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Irã inicia diálogo justo com EUA após alerta de Trump
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou nesta terça-feira (3) que instruiu o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, a dar início a negociações nucleares justas com os Estados Unidos, depois do aviso do presidente Donald Trump sobre possíveis consequências negativas caso não se alcance um acordo.
Um encontro entre os dois países pode ocorrer em 6 de fevereiro na Turquia, segundo uma fonte árabe à AFP, que preferiu não se identificar. Esse provável encontro é resultado dos esforços de mediação do Egito, Catar, Turquia e Omã.
Masoud Pezeshkian enfatizou em rede social que as negociações devem prosseguir em um ambiente livre de ameaças e demandas incoerentes, buscando sempre a justiça e o equilíbrio.
Após ameaças de ação militar e o envio de navios ao Golfo, Donald Trump manifestou esperança em alcançar um acordo com o Irã.
A pressão sobre o governo iraniano aumentou desde o início de janeiro, após a repressão violenta aos protestos que começaram contra o alto custo de vida e evoluíram para um movimento contra o regime teocrático vigente desde 1979.
Mesmo com o avanço nas conversas, Trump declarou que, se um acordo não for alcançado, consequências negativas ocorrerão. Ele ressaltou que está em diálogo com o Irã para tentar encontrar uma solução viável.
De acordo com informações de veículos americanos e iranianos, Abbas Araghchi é o representante do Irã nas negociações ao lado de Steve Witkoff, enviado dos EUA.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, confirmou que países da região estão atuando como mediadores para facilitar a troca de mensagens entre as partes, mas negou que o Irã tenha recebido ultimatos, ressaltando que o país não aceita esse tipo de pressão.
Westos skepticism persiste devido à suspeita de que o Irã visa desenvolver armas nucleares, o que é negado por Teerã.
As negociações anteriores foram interrompidas, principalmente por desacordos sobre o enriquecimento de urânio. Enquanto os EUA exigem que o Irã suspenda completamente essa atividade, o Irã alega ter o direito conforme o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual é signatário.
Abbas Araghchi afirmou que concorda com a postura dos EUA contra armas nucleares, esperando em contrapartida a suspensão das sanções econômicas.
Irã assinou um acordo em 2015 para regular suas atividades nucleares, mas o pacto perdeu força após a retirada unilateral dos EUA durante o governo Trump.
Nas ruas de Teerã, cidadãos como Ali Hamidi expressam que as tensões recentes são inúteis, sugerindo que os EUA cuidem de seus próprios problemas e que os líderes iranianos também têm responsabilidade por não atender às demandas da população.
A repressão segue no país, com a detenção de cidadãos estrangeiros envolvidos nos distúrbios, conforme informado pela televisão estatal. Estimativas apontam milhares de detidos e centenas de mortes durante os protestos, números contestados pelo governo que alega que muitos mortos eram agentes de segurança ou vítimas de ataques terroristas.
As autoridades iranianas acusam Estados Unidos e Israel de orquestrar os protestos e convocaram embaixadores europeus após a União Europeia classificar a Guarda Revolucionária como organização terrorista.
Além disso, o governo britânico anunciou sanções contra dez autoridades iranianas, incluindo o ministro do Interior.

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