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Queda nas mortes de pedestres e ciclistas no trânsito do DF em 2025

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Os dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) mostram uma redução nas mortes de ciclistas e pedestres em 2025. O número de ciclistas mortos caiu 11,1%, passando de 18 em 2024 para 16 em 2025. Já a quantidade de pedestres que morreram diminuiu 4,9%, caindo de 82 para 79 no mesmo período.

Por outro lado, houve um aumento preocupante de 40,5% nas mortes de motociclistas, que foram 104 em 2025, contra 74 no ano anterior. Também subiu o número de acidentes fatais relacionados ao uso de álcool, que aumentaram 46,2%, indo de 26 para 38 casos.

De forma geral, o total de acidentes fatais cresceu 15,2%, passando de 224 em 2024 para 258 em 2025, resultando em 271 mortes, um acréscimo de 18,3% em comparação com os 229 óbitos do ano passado. Destes, 90 aconteceram em vias urbanas, 106 em rodovias distritais e 62 em rodovias federais.

O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, ressaltou que esse levantamento da Gerência de Estatística é fundamental para planejar ações de educação, engenharia de tráfego e fiscalização. Ele destacou a importância de conscientizar a população sobre os riscos e o desrespeito às leis de trânsito. Bellini também mencionou uma campanha educativa em andamento voltada para a segurança dos motociclistas, que inclui cursos gratuitos para motofretistas e orientações sobre o uso correto de capacete e manutenção de distâncias seguras.

Entre os principais fatores de risco nos 258 acidentes fatais de 2025, destacam-se a perda do controle do veículo (69 casos), imprudência dos pedestres (57), direção muito próxima a outro veículo (43), excesso de velocidade (42) e uso de álcool (38). Houve aumentos significativos em direção muito próxima a outro veículo (104,8%), perda de controle (50%) e uso de álcool (46,2%).

Nos acidentes com motociclistas, os fatores mais comuns foram perda de controle (32), direção próxima (24), excesso de velocidade (24), contramão (16), uso incorreto do capacete (14) e álcool (13). O uso de álcool entre motociclistas cresceu 85,7%.

Nos casos de atropelamentos, os riscos incluíram entrar na via sem cuidado (57), falta de atenção (12), uso de álcool (10) e excesso de velocidade (5). Para os ciclistas, os fatores de risco foram uso de álcool (6), direção próxima (5), ponto cego (4), excesso de velocidade (3) e perda de controle (3).

O total de vítimas foi de 271, com motociclistas representando 38,4% (104), pedestres 29,1% (79) e ciclistas 5,9% (16).

As ocorrências fatais nas vias urbanas se concentraram em Ceilândia (17), Plano Piloto (16) e Taguatinga (8). A maioria dos acidentes ocorreu nos finais de semana: sábado (52), domingo (47) e sexta-feira (36). O período do dia com maior risco foi das 12h à meia-noite, com 166 casos, representando 64,3% do total.

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