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Petróleo sobe mais de 1% com tensões no Irã e otimismo na demanda

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Os contratos futuros do petróleo encerraram esta terça-feira (3) em alta, recuperando parte das perdas recentes, impulsionados pela intensificação das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que antecedem uma reunião bilateral marcada para esta semana. Na Europa Oriental, a Rússia continuou seus ataques à Ucrânia, apesar das conversações de paz em curso.

O petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 1,72% (US$ 1,07), alcançando US$ 63,21 por barril. O Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,55% (US$ 1,03), cotado a US$ 67,33 o barril.

As relações entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio se agravaram com movimentos provocativos do Irã no Estreito de Hormuz e a derrubada de drones iranianos no Mar Arábico por forças americanas.

O risco geopolítico, atribuído à política externa agressiva dos EUA, especialmente nas ameaças sobre o Irã, tem sido um fator determinante da volatilidade nos preços do petróleo nas últimas semanas, conforme analistas da Oanda destacam.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciou que orientou o ministro das Relações Exteriores a buscar negociações justas com os Estados Unidos. O ministro se reunirá na próxima sexta-feira em Istambul, Turquia, com o representante especial da Casa Branca, Steve Witkoff.

Segundo Phil Flynn, do Price Futures Group, as conversas entre os Estados Unidos e o Irã visam promover maior estabilidade econômica global, beneficiando o comércio internacional. Flynn aponta que a expectativa é de crescimento na demanda de petróleo acompanhando o avanço da economia americana.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) prevê um aumento gradual na demanda global a partir dos meses de março e abril, conforme o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexandre Novak.

Dados recentes indicam que as exportações russas de petróleo permaneceram geralmente estáveis em janeiro, embora as importações indianas tenham registrado a menor alta desde novembro de 2022.

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