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Região da Península Ibérica Sob Alerta por Chuvas Intensas
Uma área no sul da Espanha e várias partes de Portugal estão em estado de alerta devido às chuvas fortes esperadas a partir de quarta-feira (4) na Península Ibérica, onde as autoridades temem sérios prejuízos.
A agência estatal de meteorologia espanhola, Aemet, lançou um alerta vermelho — o mais grave — para quarta-feira nas cidades de Cádiz e Ronda, situadas na Andaluzia, alertando para um “perigo extremo” causado pelas intensas chuvas associadas à depressão Leonardo.
O presidente da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, pediu no X por “máxima cautela” e “prudência”, especialmente nas proximidades de rios, ribeiros e áreas sujeitas a inundações.
As escolas da região vão permanecer fechadas, exceto na província de Almería, localizada na porção mais oriental da Andaluzia.
Soldados da Unidade Militar de Emergências (UME) serão enviados para essa região para auxiliar nas ocorrências.
Na Espanha, onde há um alto grau de autonomia regional, cabe às próprias regiões o gerenciamento das emergências.
Em outubro de 2024, grandes enchentes resultaram em mais de 230 mortes, principalmente na região de Valência, e uma morte foi registrada na Andaluzia.
A Península Ibérica é uma das regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas e tem enfrentado ondas de calor mais prolongadas e chuvas intensas com maior frequência nos últimos anos.
Em Portugal, o instituto meteorológico nacional colocou toda a costa litorânea em alerta laranja na terça-feira devido a tempestades marítimas, assim como partes do norte e centro do país por conta da previsão de quedas significativas de neve.
Os efeitos da depressão Leonardo vão começar a ser sentidos a partir do final do dia, até o sábado, com “chuvas persistentes, por vezes fortes, nevascas e ventos intensos”, conforme detalhou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Portugal enfrentou várias tempestades nas últimas semanas. A depressão Kristin foi a mais destrutiva, trazendo ventos muito fortes que deixaram cinco mortos e cerca de 400 feridos, além de danos extensos, especialmente na região de Leiria.
Desde então, outras três pessoas morreram enquanto realizavam reparos em telhados, e uma quarta vítima faleceu por intoxicação causada por um gerador.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, cujo governo aprovou recentemente um plano de ajuda no valor de 2,9 bilhões de dólares (equivalente a 15,1 bilhões de reais), voltou a visitar as áreas mais afetadas. Atualmente, cerca de 93.000 casas e aproximadamente 10.000 instalações industriais ainda estão sem energia elétrica.

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