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Economia

Ibovespa sobe impulsionado pelo lucro do Itaú, mas risco externo preocupa

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Após uma queda de mais de 2% no dia anterior, o Ibovespa voltou a subir, atingindo a marca dos 183 mil pontos na manhã desta quinta-feira, 5. Essa alta é principalmente devido à valorização das ações dos bancos, com exceção da Unit do Santander (-0,77%) e do Banco do Brasil (-0,36%), após o lucro do Itaú Unibanco no último trimestre de 2025.

As altas dessas instituições foram compensadas pelas quedas nos índices das bolsas ocidentais, pela retração de quase 3% no preço do petróleo no mercado internacional e pela baixa de 1,73% no minério de ferro em Dalian, China.

Nos Estados Unidos, os índices futuros indicam queda, impactados pelo aumento nos pedidos semanais de seguro-desemprego, antes da divulgação do relatório de empregos Jolts. Um dos principais fatores que sustentam o Ibovespa é o desempenho positivo das ações do Itaú Unibanco (alta de 1,59%) após divulgação dos resultados financeiros que agradaram os investidores.

Felipe Sant’Anna, especialista financeiro do grupo Axia, questiona: “Será que essa alta do Ibovespa vai continuar ao longo do dia? Ainda estamos em um cenário frágil”. Ele reforça a necessidade de aguardar a abertura das bolsas americanas para que a tendência fique mais clara.

O economista sênior Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, ressalta que os investidores reagiram bem ao balanço do Itaú Unibanco, mesmo que os números não tenham surpreendido.

Na noite anterior, o Itaú Unibanco divulgou lucro líquido gerencial de R$ 12,317 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 13,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, alinhado com as expectativas. Esse resultado foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito, maior rentabilidade e manutenção da inadimplência. Ao longo de 2025, o lucro do banco privado mais relevante do país chegou a R$ 46,83 bilhões, crescimento de 13,1% sobre 2024.

Para a corretora Monte Bravo, os pontos fortes foram a qualidade do crédito e as receitas com comissões, enquanto margens financeiras apresentaram resultados mais modestos. Segundo o relatório, “continuamos confiantes com a performance operacional do Itaú. Temos algumas dúvidas sobre os níveis de valuation atuais do banco, mas acreditamos que os investimentos em tecnologia vão acelerar ganhos de eficiência e aumentar significativamente o ROE nos próximos anos.”

Ainda nesta manhã, após o fechamento da B3, será divulgado o balanço do Bradesco, cujas ações já apresentam alta entre 0,71% e 1%. No mercado doméstico, investidores esperam pelos dados da balança comercial de janeiro, que serão divulgados às 15h.

No cenário internacional, o Banco da Inglaterra decidiu manter a taxa de juros principal em 3,75%, conforme esperado, na primeira reunião de política monetária de 2026. Já o Banco Central Europeu também manteve suas taxas inalteradas, pela quinta vez consecutiva, diante de uma inflação da zona do euro levemente abaixo da meta e economia estável.

Na última sessão, o Ibovespa caiu 2,14%, fechando aos 181.708,23 pontos.

Às 11h25 desta quinta, o índice subia 0,88%, atingindo 183.300,25 pontos, após oscilar entre 181.798,23 e 183.350,30 pontos. As ações da Vale recuavam 1,79% e as da Petrobras cediam entre 0,32% (PN) e 0,20% (ON).

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