Economia
Adiada votação sobre sigilo do Banco Master na CPI do INSS
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso, responsável por investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), decidiu adiar a votação dos pedidos que solicitavam a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), explicou que tais requerimentos foram retirados da pauta por consenso entre os líderes da comissão e não serão discutidos no momento. Ele indicou que as propostas retornarão para análise após possíveis ajustes ou em sessões futuras.
Os requerimentos, apresentados por deputados do partido Novo, buscavam acesso a dados financeiros da instituição, incluindo contas, investimentos, bens, direitos e quantias mantidas pelo banco em outras instituições financeiras.
Durante as discussões, surgiram suspeitas relacionadas a contratos de empréstimos consignados vinculados ao Banco Master, com indícios de operações realizadas sem a autorização dos beneficiários envolvidos.
Além disso, na mesma sessão, foi suspenso o pedido que exigia da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre voos e passageiros de aeronaves registradas em nome de empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro. O objetivo era investigar possíveis conexões entre as atividades do banco no mercado de consignados e as estruturas empresariais associadas ao investigado.
Senador Carlos Viana confirmou que o depoimento de Daniel Vorcaro permanece agendado para 26 de fevereiro. Originalmente marcado para essa quinta-feira, o depoimento foi reagendado após tratativas com o Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz processos vinculados ao Banco Master.
— O deslocamento do senhor Daniel Vorcaro para a CPMI no dia 26 de fevereiro está garantido, com autorização do ministro do STF. O requerimento já foi formalizado e ele foi notificado — ressaltou Carlos Viana, reforçando a confirmação da data do depoimento.

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