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Senador quer convocar mulher de Moraes e irmãos de Toffoli na CPI
Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou requerimentos para convocar a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, assim como os irmãos do ministro Dias Toffoli, para prestarem depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado.
O pedido referente a Viviane Barci de Moraes destaca a necessidade de esclarecer possíveis utilizações de serviços jurídicos para lavagem de dinheiro e proteção patrimonial de recursos ligados a organizações criminosas.
Os requerimentos para a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli mencionam indícios de conexões entre transações imobiliárias e empresariais com elementos investigados no âmbito da segurança pública e do sistema financeiro.
Senador Vieira menciona contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e a sociedade Barci de Moraes Sociedade de Advogados, chamando atenção para o valor considerado exagerado e desconectado do mercado para o tipo de serviço prestado, levantando suspeitas de simulação de negócios jurídicos.
O parlamentar também cita investigações da Operação Carbono Oculto, que indicam que o Banco Master teria sido capitalizado com recursos oriundos de fraudes e tráfico de drogas, utilizando certificados de depósito bancário (CDBs) emitidos pela gestora CBSF DTVM, anteriormente chamada Reag Trust. Nesse cenário, pagamentos à sociedade de advogados poderiam configurar lavagem de dinheiro conforme a Lei nº 9.613/1998.
Vieira destaca ainda que a criação de uma nova filial do escritório em Brasília, em setembro de 2025, pouco antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, reforça suspeitas de manobras para ocultar patrimônio. Ele aponta que o tratamento especial dado a esses pagamentos demanda investigações sobre possível tráfico de influência e uso de prestígio junto ao Judiciário e à administração pública.
Senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) também solicitaram à CPI a quebra do sigilo bancário e fiscal de Viviane Barci, abrangendo movimentações financeiras, dados fiscais, investimentos e registros em órgãos como Receita Federal, Banco Central e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), para o período de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026.
Além disso, o relator pediu a convocação de José Carlos e José Eugênio Toffoli, e do primo do ministro, Mario Umberto Degani. Os três têm ligações societárias com empresas que tinham participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Essas empresas transferiram participação para fundos de investimento relacionados à CBSF DTVM/Reag Trust, envolvidos na Operação Carbono Oculto.
Vieira cita ainda reportagem que mostra que a casa de José Eugênio Dias Toffoli é sede de uma empresa que vendeu parte do resort a fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por R$ 3 milhões. A esposa de José Eugênio nega que ele tenha sido proprietário do resort.
O relator enfatiza que o estilo de vida dos familiares do ministro é incompatível com o tipo de negociação milionária envolvendo o resort, o que requer esclarecimento por parte dos convocados.

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