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José Dirceu apoia Haddad para governo de SP e Alckmin como vice de Lula
José Dirceu, que foi Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), intensificou o apoio para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concorra ao governo ou ao Senado pelo estado de São Paulo. Em um evento comemorativo do 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores em Salvador (BA), na última quinta-feira, Dirceu também defendeu a permanência de Geraldo Alckmin (PSB) na chapa com Lula como vice-presidente.
Dirceu afirmou que a candidatura de Haddad é essencial, especialmente se Alckmin não disputar o pleito estadual. Ele ressaltou que o pacto político entre Lula e Alckmin foi fundamental para a vitória da eleição passada.
Apesar de estar afastado da Câmara dos Deputados há duas décadas devido à cassação em decorrência do mensalão, José Dirceu mostrou intenção de retornar à política ativa, cogitando candidatura a deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026. Ele acredita que pode contribuir com sua vasta experiência política para o legislativo e para o governo de Lula.
Dirceu declarou: “Há um convite do presidente Lula para que eu volte à direção do PT e à Câmara. Acredito que com minha experiência, que inclui cargos de deputado estadual, governador e ministro, posso ajudar São Paulo e o governo do presidente Lula na sua reeleição”.
O próprio Lula indicou recentemente que Geraldo Alckmin, Fernando Haddad ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, podem ser candidatos ao governo de São Paulo este ano. Além disso, Lula sinalizou que esses nomes têm um papel importante no estado, intensificando a pressão sobre Haddad para que assuma a candidatura.
Embora Haddad tenha expressado publicamente o desejo de não concorrer, ele tem sido incentivado por membros do PT a disputar as eleições em São Paulo para fortalecer o palanque eleitoral contra os opositores. Em 2022, Haddad levou a eleição para o segundo turno e evitou que a vantagem do adversário fosse ainda maior, demonstrando sua relevância política no estado.
Lula afirmou em entrevista: “Temos muito voto em São Paulo e podemos vencer a eleição estadual. Ainda não conversei com Haddad ou Alckmin, mas eles sabem da responsabilidade que têm.” Ele também mencionou que a ministra Simone Tebet tem um papel a desempenhar, possivelmente concorrendo ao Senado, considerando a aproximação do diretório estadual do MDB com forças bolsonaristas.
O PT, por sua vez, está articulando uma aliança que possa incluir o MDB na chapa nacional para as eleições, oferecendo a vaga de vice-presidente. Caso o acordo avance, nomes como Renan Filho e Helder Barbalho são cogitados para o cargo de vice, embora ambos tenham planos eleitorais em seus respectivos estados.
Fernando Haddad recebe pressão de ministros petistas para assumir a candidatura, mas ele prefere atuar na coordenação da campanha de reeleição do presidente Lula. Sobre essa decisão, comentou que está dialogando com Lula para chegar a um consenso.
Além disso, o presidente defende que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) dispute o governo de Minas Gerais, mesmo com os desafios partidários envolvidos. Segundo Lula, Pacheco tem potencial para ser o próximo governador do estado.

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