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TJ-SP pode rever pagamentos extras a juízes após decisão de ministro
Francisco Eduardo Loureiro, novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, declarou nesta sexta-feira (6) que poderá revisar as remunerações extras concedidas aos magistrados do estado, atendendo à determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a revisão e suspensão dos chamados “penduricalhos” nos três Poderes.
De acordo com Loureiro, cada verba será analisada individualmente.
– Trata-se de uma determinação que orienta o pagamento apenas do que está conforme a legislação e decisões do STF. Essa decisão não nos surpreende nem traz alterações, já que sempre cumprimos as determinações do Supremo. A remuneração da magistratura inclui o subsídio (salário com teto constitucional) e algumas indenizações, referentes a verbas atrasadas pagas parceladamente pelo orçamento disponível.
O presidente do TJ explicou que a análise será técnica e comunicada ao Supremo.
– Isso será feito com transparência e sem desconfortos – afirmou Loureiro.
Ele fez esse posicionamento poucos dias após declarar que manteria a atual política de pagamentos adicionais no tribunal, em evento no Instituto dos Advogados de São Paulo.
– Os pagamentos extras e subsídios permanecem inalterados, sem mudanças na política salarial – declarou naquela ocasião.
A decisão do ministro Flávio Dino atinge benefícios que favorecem supersalários para servidores de categorias privilegiadas, que recebem acima do teto constitucional. Entre esses benefícios estão gratificações conhecidas como “auxílio-peru”, “auxílio panetone”, “auxílio Iphone” e “auxílio-locomoção”. A decisão será avaliada por todos os ministros do STF no plenário marcado para 25 de fevereiro.

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