Economia
Carros eletrificados têm 16,8% dos emplacamentos em janeiro
Os veículos eletrificados corresponderam a 16,8% dos emplacamentos em janeiro, marcando o maior índice registrado na série histórica. Dentro desse grupo, 35% são veículos híbridos montados no Brasil, também alcançando um recorde de participação.
No mesmo período do ano passado, a participação dos veículos eletrificados era de 10,3%. Em janeiro deste ano, foram emplacados 27 mil veículos eletrificados, sendo 9,6 mil produzidos nacionalmente. Esses dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), representante das montadoras no país.
— Estamos celebrando um recorde duplo em janeiro. Isso demonstra que os investimentos em novas tecnologias e na variedade de produtos já apresentam resultados — afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea.
Uma pesquisa da Bright Consulting, especializada no segmento automobilístico, indicou que os modelos mais vendidos em janeiro foram BYD Dolphin Mini (2,8 mil unidades), BYD Dolphin (15 mil) e Geely EX2 (1,1 mil).
Os emplacamentos de veículos importados diminuíram ligeiramente, passando de 39 mil para 38 mil na comparação anual de janeiro. No entanto, os carros importados da China tiveram um aumento, subindo de 10,4 mil para 16,8 mil unidades.
Retorno do imposto
Os carros elétricos chineses montados localmente pelo sistema CKD, que consiste na importação desmontada para montagem no Brasil, voltaram a ser taxados. A isenção de seis meses concedida pelo governo federal terminou em 31 de janeiro e não foi prorrogada, encerrando o regime de cotas com tarifas reduzidas para a importação desses veículos.
Atendendo a um pedido da fabricante chinesa BYD, que iniciou a produção local em Camaçari, Bahia, os veículos passaram a integrar o cronograma de aumento tarifário, que chegará a 35% a partir de janeiro de 2027.
Calvet comemorou o fim da isenção e ressaltou que essa medida incentiva a produção nacional.
— Estamos consolidando a internalização e sofisticação da produção local para gerar empregos. Se alguma montadora solicitar a volta das cotas, a Anfavea continuará defendendo a indústria brasileira — declarou o presidente, destacando que o percentual de veículos montados por CKD ou SKD no Brasil é reduzido.
As alíquotas atuais de importação, vigentes desde julho de 2025, são: 25% para carros elétricos (BEV), 30% para híbridos (HEV) e 28% para híbridos plug-in (PHEV).
Vendas e produção
Em janeiro, foram licenciados 170,5 mil veículos no país, uma leve queda de 0,4% comparado ao mesmo mês de 2025. O segmento de automóveis cresceu 1,4% na comparação anual, enquanto veículos comerciais leves tiveram avanço de 3%.
Já as vendas de ônibus diminuíram 33,9%, e as de caminhões caíram 31,5% na mesma base de comparação. Para estimular o setor, o governo lançou o programa Move Brasil, e o BNDES aprovou R$ 1,3 bilhão em financiamentos para renovação de frotas. A expectativa da Anfavea é a recuperação das vendas de caminhões nos próximos meses, consequência do programa.
A produção totalizou 159,6 mil unidades em janeiro, caindo 12% em relação ao ano anterior. A Anfavea aponta que janeiro de 2025 registrou um volume de produção atípico e elevado, o maior dos últimos seis anos, o que aumenta a base comparativa.
No mercado externo, as exportações de automóveis recuaram 18,3% em relação a janeiro de 2025, principalmente devido à queda de 5% nos embarques para a Argentina.

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