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Turista argentina presa por crime racial com gestos ofensivos

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A Polícia Civil efetuou a prisão da turista argentina Agostina Páez na tarde da última sexta-feira (6). A ordem de prisão foi emitida pela 37ª Vara Criminal após a Justiça determinar sua detenção. A estrangeira, flagrada em vídeo realizando gestos ofensivos semelhantes a macacos contra funcionários de um bar em Ipanema, Rio de Janeiro, no dia 14 de janeiro, já estava monitorada por tornozeleira eletrônica.

Ela foi localizada por agentes da 11ª DP (Rocinha) em um apartamento alugado no bairro Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

Agostina Páez, de 29 anos, influenciadora digital e advogada, foi filmada fazendo movimentos considerados racistas para um garçom do Barzin Ipanema, o que gerou grande repercussão nas redes sociais e desencadeou uma investigação policial.

Em depoimento à polícia, ela afirmou não estar ciente de que os gestos configurassem crime no Brasil, alegando que se tratava de uma brincadeira direcionada às suas amigas.

Uma das vítimas, um garçom, relatou que por volta das 5h50 ela passou a usar expressões ofensivas de cunho racial e, numa discussão sobre o valor da conta, usou palavras pejorativas para se referir a ele. Ele acionou a polícia após o incidente.

O garçom explicou ainda que a entrada para o evento no estabelecimento exigia pagamento antecipado e distribuição de uma pulseira com QR-Code para controle do consumo. Agostina e suas amigas adquiriram dois combos de bebida, totalizando R$ 1.052,00, mas geraram um desentendimento ao solicitarem uma dose extra não incluída no combo, o que motivou a discussão.

Quem é Agostina Páez?

Nascida na província de Santiago del Estero, Argentina, Agostina Páez é advogada e influenciadora digital com milhares de seguidores em suas redes sociais, atualmente privadas ou desativadas. Possui até 40 mil seguidores no Instagram e quase 80 mil no TikTok.

Recentemente, seu nome ganhou destaque público no seu país não apenas por sua presença online, mas também por questões legais familiares. Mariano Páez, seu pai e empresário do setor de transportes, está envolvido em processos relacionados a violência doméstica.

Ela mesma apresentou uma queixa contra a advogada Estefanía Budan, acusando-a de assédio e difamação, relacionada a conflitos familiares.

Em entrevista, Agostina afirmou que não tem responsabilidade pelos atos do pai e que deseja que ele responda legalmente por suas ações.

Repercussões e situação atual

Segundo declarações de seu pai ao jornal La Nación, Agostina Páez teme por sua segurança e foi orientada a deixar o local onde estava hospedada. Ela encontra-se assustada e isolada, tendo recebido ameaças pelas redes sociais.

Seu passaporte foi apreendido pela polícia brasileira, impedindo seu retorno à Argentina enquanto durar a investigação. A Polícia Federal acompanha o caso para evitar que ela saia do Brasil com documentos válidos.

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