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Justiça libera turista argentina acusada de injúria racial

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A Justiça do Rio de Janeiro revogou na tarde desta sexta-feira (6) a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina, Agostina Paez, que estava sendo acusada de ter proferido ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema no dia 14 de janeiro. Agostina Paez foi liberada da delegacia no início da noite.

A turista argentina foi detida na manhã do mesmo dia, após a expedição de um mandado de prisão preventiva pela 37ª Vara Criminal da capital. Ela foi encontrada em um apartamento alugado na Vargem Pequena.

Devido ao processo estar sob segredo de Justiça, a assessoria do Tribunal de Justiça informou apenas que “a ordem de prisão preventiva foi cancelada pela instância de primeira instância”.

O incidente aconteceu em 14 de janeiro, quando uma das vítimas compareceu à delegacia relatando ter sido alvo de insultos raciais durante uma discussão sobre o pagamento no estabelecimento. A acusada teria apontado o dedo para um dos trabalhadores, utilizado o termo “mono” (que significa macaco em espanhol) e imitado gestos e sons do animal.

As ações foram registradas em vídeo pela vítima e confirmadas por imagens captadas por câmeras de segurança. Durante as investigações, a Polícia Civil ouviu testemunhas e coletou provas que ajudaram a esclarecer os fatos.

Antes da prisão preventiva, a Justiça já havia proibido Agostina Paez de deixar o país, recolhido seu passaporte e determinado que usasse tornozeleira eletrônica, a pedido do Ministério Público.

Na quinta-feira (5), em postagem no Instagram, Agostina afirmou ter sido informada sobre o mandado de prisão preventiva por risco de fuga, confirmou estar usando a tornozeleira eletrônica e disse estar colaborando com as autoridades. “Estou desesperada, estou com muito medo”, declarou.

Na defesa, a acusada alegou que os gestos feitos foram apenas brincadeiras dirigidas às amigas presentes.

O crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89, é punido com pena de reclusão que varia de dois a cinco anos.

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