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Trump afirma que EUA tiveram boas negociações com Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as negociações com o Irã serão retomadas no início da próxima semana, após uma primeira rodada de diálogos muito produtivos em Omã, visando evitar um aumento nas tensões entre os dois países.

“Tivemos negociações positivas sobre o Irã. Parece que o país está bastante interessado em chegar a um acordo”, afirmou Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One, a caminho de sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Na mesma sexta-feira, o Irã confirmou que as conversações com os Estados Unidos para prevenir uma escalada militar continuarão, destacando o ambiente muito favorável durante essa primeira rodada.

“Vamos nos encontrar novamente no início da próxima semana”, disse Trump a respeito dos diálogos.

As conversas em Mascate, capital de Omã, foram o primeiro encontro entre os dois países desde que os EUA apoiaram a guerra de Israel contra o Irã, em junho de 2025, atacando instalações nucleares iranianas.

O Irã enfatiza que as negociações devem focar apenas em seu programa nuclear, buscando o fim das sanções que prejudicam sua economia. Em contrapartida, os EUA desejam tratar também do programa de mísseis balísticos iraniano e do suporte iraniano a grupos armados rivais de Israel no Oriente Médio.

Para manter a pressão, os Estados Unidos posicionaram navios de guerra e um porta-aviões no Golfo.

Apesar da tensão, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os contatos foram produtivos.

“Trocamos nossas perspectivas”, disse ele à televisão estatal iraniana após as negociações indiretas com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e com o genro do presidente americano, Jared Kushner.

“Foi um começo promissor”, acrescentou Araghchi. Segundo ele, ambas as partes concordaram em continuar as conversas, mas os detalhes e o cronograma serão definidos depois.

Araghchi declarou à agência iraniana Irna que o foco das negociações é “exclusivamente o tema nuclear”. “Não discutimos outros assuntos com os americanos”, frisou.

O ministro espera que Washington evite ameaças para que as conversações avancem.

Nas últimas medidas, os EUA impuseram novas sanções a 15 entidades, duas pessoas e 14 embarcações da chamada “frota fantasma” para limitar as exportações de petróleo iraniano.

Essas restrições atingiram barcos com bandeiras da Turquia, Índia e Emirados Árabes Unidos, informou o Departamento de Estado.

Segundo imagens da agência de Omã, o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA para o Oriente Médio (Centcom), esteve presente durante o diálogo realizado na residência do governo de Omã, Badr al Busaidi.

O chefe da diplomacia de Omã disse que “Teerã e Washington analisarão cuidadosamente os resultados”. Acrescentou que o diálogo permitiu identificar áreas passíveis de progresso.

Na quinta-feira, um porta-voz da Casa Branca afirmou que Washington pretende buscar a eliminação completa da capacidade nuclear do Irã e que Trump possui várias opções além da diplomacia.

Sobre as negociações, a China expressou apoio ao Irã na defesa de sua soberania, segurança, dignidade nacional e direitos legítimos, e reprovou a intimidação unilateral.

Pressão militar

Os Estados Unidos deslocaram um porta-aviões para o Oriente Médio após a dura repressão aos protestos no Irã no início de janeiro, que resultou em milhares de mortos, segundo grupos de direitos humanos.

A ONG Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos EUA, confirmou a morte de 6.941 pessoas nos protestos, principalmente manifestantes. Outras organizações relatam números ainda maiores.

Cerca de 51.000 pessoas teriam sido detidas na repressão, segundo a mesma organização.

Trump inicialmente ameaçou usar força militar contra Teerã devido à repressão, mas recentemente tem focado em conter o programa nuclear iraniano, que o Ocidente teme ter fins bélicos.

Entre pacificação ou conflito

Mesmo com a ameaça americana em vigência, o Irã afirmou que pode responder militarmente.

“Estamos preparados para nos defender, e cabe ao presidente dos EUA escolher entre a paz ou o conflito”, disse o porta-voz do Exército iraniano, general Mohammad Akraminia, à televisão estatal da República Islâmica.

As forças militares iranianas anunciaram que possuem acesso facilitado às bases americanas na região.

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