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Cuba adota novas medidas emergenciais na crise de energia
O governo cubano anunciou nesta sexta-feira (6) um conjunto de medidas emergenciais para enfrentar a grave escassez de energia que atinge o país, incluindo a redução da semana de trabalho para quatro dias nas empresas estatais e restrições à venda de combustíveis.
De acordo com Oscar Pérez-Oliva Fraga, vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, as decisões foram tomadas para garantir o funcionamento dos serviços essenciais e proteger o desenvolvimento da nação, mesmo sob a pressão econômica imposta pelos Estados Unidos.
As medidas, que começam a valer na segunda-feira (9), incluem limitações à venda de combustíveis, diminuição das viagens de ônibus e trem entre províncias, fechamento temporário de alguns hotéis e empresas estatais, além de adotar o teletrabalho.
O sistema educacional também sofrerá alterações, com a redução da carga horária escolar e a implementação de aulas semipresenciais nas universidades.
Desde o ataque à Venezuela em 3 de janeiro e a subsequente intervenção no setor petrolífero venezuelano, o governo dos Estados Unidos intensificou sanções contra Cuba, restringindo o abastecimento de petróleo, principalmente após o anúncio da suspensão do fornecimento pelo México.
Oscar Pérez-Oliva Fraga ressaltou que o foco do governo será priorizar atividades capazes de gerar receitas em moeda estrangeira, destinando o combustível disponível apenas para manter serviços essenciais e atividades econômicas cruciais. Ele também assegurou que os investimentos em fontes renováveis de energia continuarão, bem como os esforços para aumentar a produção nacional de petróleo, atualmente responsável por cerca de 30% do consumo do país.

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