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Dinamarca confirma melhora na relação com EUA sobre Groenlândia, mas crise persiste
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca declarou no sábado (7) que a posição de Copenhague frente à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a compra da Groenlândia, melhorou bastante nas últimas semanas, porém, a situação ainda não está completamente resolvida.
“A crise permanece e ainda não chegamos a uma solução definitiva”, afirmou o ministro Lars Løkke Rasmussen durante entrevista coletiva na capital do território autônomo, Nuuk.
Ele destacou que “a condição atual é bem mais favorável se comparada ao cenário há algumas semanas”.
O ministro também garantiu que “não há ameaças iminentes, nem guerra comercial contra a Europa”, e reforçou que todas as partes concordam que a questão deve ser solucionada através de negociações diplomáticas tradicionais.
Desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, ele tem enfatizado a necessidade de os Estados Unidos exercerem controle sobre a estratégica ilha ártica por motivos de segurança nacional.
No mês passado, após firmar um acordo preliminar com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump afastou a ideia de tomar posse da Groenlândia, buscando garantir maior influência americana na região.
Foi criado um grupo de trabalho com representantes dos Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia para tratar das preocupações de segurança de Washington no Ártico, embora detalhes dessas negociações não tenham sido divulgados.
A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, que participou ao lado de Lars Løkke Rasmussen, destacou a importância do diálogo direto entre as partes e ressaltou que as conversas têm ocorrido com respeito mútuo.
“Contudo, ainda não alcançamos o ponto desejado”, disse a ministra, acrescentando que ainda é cedo para prever o desfecho das negociações.

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