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Lula apoia Cuba e Venezuela em evento do PT em Salvador
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio aos governos de Cuba e Venezuela neste sábado, ao mesmo tempo em que criticou as ações dos Estados Unidos contra esses países. Durante a comemoração dos 46 anos do PT em Salvador, Lula falou ao embaixador da China no Brasil sobre as tentativas dos EUA de limitar o acesso chinês a minerais estratégicos.
— Nosso país está ao lado do povo cubano, que sofre com ataques especulativos dos Estados Unidos, e precisamos encontrar formas de ajudar. Também ressaltamos que é o povo venezuelano quem deve resolver suas questões internas, sem interferência externa — afirmou Lula.
O presidente citou a prisão do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, capturados em janeiro em uma operação militar americana em Caracas e atualmente detidos em Nova York sob acusações relacionadas ao narcotráfico. Desde então, os EUA apoiam o governo da vice de Maduro, Delcy Rodríguez, que também enfrenta críticas sobre sua colaboração com os americanos.
Presenças diplomáticas de Venezuela, China e Bielorrússia marcaram o evento em Salvador, mantendo um contexto internacional importante para as declarações.
Quanto a Cuba, Lula destacou o aumento da pressão dos EUA, que adotaram medidas como a ameaça de tarifas adicionais para exportações a Cuba, agravando a crise econômica, os apagões e a escassez no país caribenho.
O presidente reafirmou a soberania do Brasil, especialmente em resposta às negociações com os Estados Unidos para suspender tarifas impostas às exportações brasileiras e às sanções diplomáticas contra autoridades nacionais.
— Precisamos afirmar claramente que o Brasil é um país independente. Queremos cooperação global, mas rejeitamos qualquer forma de colonização — declarou Lula.
Desde o início das negociações com o governo Trump, houve avanços como isenções tarifárias e suspensão de bloqueios de ativos a membros do Supremo Tribunal Federal, mas tarifas elevadas e restrições a vistos ainda persistem.
Lula também agradeceu a presença do embaixador chinês Zhu Qingqiao e salientou a disputa dos EUA para controlar a venda de minerais estratégicos para a China.
— Embaixador, percebemos claramente que as reuniões visam impedir a venda de minerais críticos à China. Apesar da disputa estar velada, é uma luta contra a China, e valorizamos muito a nossa relação respeitosa e bem-sucedida com a China — concluiu.

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