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PT critica Banco Central e pede revisão da inflação e fim da escala 6×1
O Partido dos Trabalhadores (PT aprovou uma resolução criticando as políticas do Banco Central (BC), solicitando a redução da taxa básica de juros que atualmente está em 15% ao ano, além de defender a revisão da meta de inflação, atualmente em 3% ao ano.
Este documento foi aprovado durante a primeira reunião do diretório nacional do partido, realizada em Salvador, e também valoriza os indicadores econômicos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o texto, é urgente diminuir a taxa de juros que se mantém em nível elevado, prejudicando o desenvolvimento do país. A política monetária aplicada pelo Banco Central, que adquiriu autonomia durante o governo Bolsonaro, tem operado contra o projeto eleito nas eleições, contribuindo para a financeirização da economia, redução de investimentos públicos e menor apoio ao crescimento produtivo.
A autonomia do Banco Central foi estabelecida em 2021. O atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi indicado pelo presidente Lula em agosto de 2024. Apesar das críticas do presidente à taxa Selic atual, Galípolo tem demonstrado resistência quanto à possibilidade de cortes.
A resolução ainda enfatiza a necessidade de revisar a meta de inflação para melhor alinhá-la com o crescimento econômico, geração de empregos qualificados, fortalecimento do investimento público e ampliação das políticas sociais.
Entre as prioridades do PT está o encerramento da escala 6×1, que atualmente reduz a jornada padrão de trabalho no país de 44 horas semanais. O documento também garante a proteção social, remuneração justa e dignidade aos trabalhadores que atuam em plataformas digitais. Essas medidas são parte da agenda legislativa do governo Lula para este ano, embora encontrem resistência de setores representativos da indústria e comércio.
O partido orienta suas bases a organizarem um calendário nacional de mobilizações para apoiar o governo Lula, combater a extrema direita e enfrentar o projeto rentista e autoritário, dando prioridade às lutas contra a violência contra as mulheres, pela defesa da democracia, redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1, ampliação dos direitos dos trabalhadores por aplicativos e implementação da tarifa zero no transporte público como política de justiça social.
A tarifa zero, proposta que poderá fazer parte do plano de governo do presidente na campanha deste ano, tem sido alvo de estudos sob coordenação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixará o cargo até abril para se dedicar à reeleição do presidente.
Em evento do PT em Salvador, o ministro Haddad declarou:
— Não é simples eliminar a tarifa para financiar um serviço público, mas estamos avaliando cenários que podem permitir ou não a inclusão dessa proposta no plano de governo.
Porém, a tarifa zero é vista com ceticismo dentro do governo, inclusive pelos técnicos do Ministério das Cidades, responsável pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana.

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