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UE pede que Meta libere acesso de chatbots concorrentes no WhatsApp

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A União Europeia (UE) ameaçou tomar “medidas provisórias” contra a Meta caso a companhia americana de tecnologia não permita que concorrentes com serviços de inteligência artificial (IA) possam acessar o WhatsApp, sua plataforma de mensagens.

A Comissão Europeia iniciou em 2025 uma investigação contra a Meta por possível infração das leis de concorrência, concluindo que a empresa provavelmente abusou de sua posição dominante ao impedir o acesso de outros serviços de IA ao WhatsApp, favorecendo exclusivamente seu próprio assistente, o Meta AI.

“Dessa forma, a Comissão pretende aplicar medidas imediatas para evitar danos graves e irreparáveis”, afirmou o órgão da UE.

“A inteligência artificial traz inovações incríveis aos consumidores, incluindo o mercado emergente de assistentes de IA. É essencial proteger a concorrência real neste setor dinâmico”, destacou Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão responsável pela Concorrência.

“Não podemos aceitar que grandes empresas de tecnologia abusem de sua posição dominante para obter vantagens injustas”, complementou.

Essa situação pode acirrar tensões com o governo Trump, que criticava a UE por supostamente visar injustamente as gigantes americanas de tecnologia com suas regulamentações digitais.

Alterações nos termos do WhatsApp

O conflito se intensificou após uma mudança nos termos de uso do WhatsApp, aplicada desde 15 de janeiro para as empresas que utilizam a plataforma, muito popular na Europa.

Agora, as companhias não podem mais usar serviços de IA desenvolvidos por terceiros no WhatsApp, diferente do que ocorria antes. Esses serviços englobam principalmente chatbots que respondem a pedidos dos usuários.

A Meta rejeita qualquer infração às regras europeias de concorrência. “A UE não tem razão para intervir”, afirmou um porta-voz da empresa à AFP.

“Há muitas alternativas em IA acessíveis por meio de lojas de aplicativos, sistemas operacionais, dispositivos, websites e parcerias”, afirmou a empresa responsável pelo WhatsApp, criticando o que chamou de “visão distorcida da Comissão”, que considera o aplicativo de mensagens um canal principal para distribuição de chatbots.

Em dezembro, a Meta justificou a mudança na política afirmando que o aumento dos assistentes virtuais de IA no WhatsApp “sobrecarrega nossos sistemas, que não foram concebidos para suportar essa demanda”.

A investigação aberta pela UE, iniciada em dezembro, não engloba a Itália, onde a autoridade nacional da concorrência, AGCM, conduz seu próprio inquérito sobre a implementação da IA da Meta no WhatsApp desde julho último.

Como parte desse processo, a autoridade italiana requereu em dezembro que a Meta suspendesse a aplicação dos novos termos para empresas no mercado italiano.

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