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Polícia australiana reprime protesto em Sydney contra visita do presidente de Israel
A polícia da Austrália utilizou gás lacrimogêneo nesta segunda-feira (9) para dispersar manifestantes que protestavam em Sydney contra a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, conforme reportado por jornalistas da AFP.
Durante uma estadia de quatro dias, Herzog participou de uma cerimônia na praia de Bondi, em Sydney, onde homenageou as vítimas de um ataque que resultou em 15 mortos durante uma celebração judaica em 14 de dezembro.
A presença do presidente causou manifestações nas cidades de Sydney e Melbourne. Em Sydney, as forças policiais intervieram com força contra os manifestantes e também contra alguns profissionais da imprensa, incluindo repórteres da AFP.
Relatos indicam que ao menos 15 manifestantes foram detidos, e confrontos com a polícia foram registrados.
Em Melbourne, foi realizado um protesto no centro da cidade contra a ocupação israelense dos territórios palestinos.
Na cerimonia em Bondi, Herzog declarou que “os laços entre pessoas de boa vontade de todas as crenças e nações continuarão firmes diante do terrorismo, da violência e do ódio”.
“Juntos, nós venceremos esse mal”, afirmou.
O presidente mencionou que colocou duas pedras de Jerusalém na praia como uma homenagem sagrada às vítimas.
Ele também elogiou as medidas adotadas pelo governo australiano para combater o antissemitismo, inclusive leis mais rigorosas relacionadas à posse de armas e discurso de ódio, implementadas após o ataque.
Herzog comentou à imprensa que compreende a insatisfação das pessoas com o aumento do antissemitismo em várias partes do mundo.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, pediu respeito ao propósito da visita do presidente israelense.
Muitos judeus na Austrália receberam a visita de Herzog com aprovação.
Alex Ryvchin, codiretor executivo do Conselho Executivo dos Judeus Australianos, um dos principais representantes da comunidade, afirmou que “a visita vai levantar o moral de uma comunidade enlutada”.
Por outro lado, o Conselho Judaico Progressista da Austrália declarou que Herzog não era bem-vindo devido à sua suposta ligação com a contínua destruição na Faixa de Gaza.
O atentado na praia de Bondi foi cometido por Sajid Akram, homem de 50 anos de origem indiana, e seu filho Naveed, um australiano de 24 anos.
Sajid Akram foi morto a tiros pela polícia, enquanto seu filho está sob custódia, acusado de terrorismo e de 15 homicídios.

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