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Diplomata norueguesa e marido são investigados por ligação com Epstein
A polícia da Noruega iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo Mona Juul, uma diplomata renomada, e seu esposo, no contexto de suas conexões com Jeffrey Epstein.
A divisão Økokrim, responsável por investigar crimes financeiros, realizou buscas em um apartamento em Oslo e na residência de uma testemunha.
Segundo a imprensa norueguesa, Epstein deixou uma herança de 10 milhões de dólares (cerca de 52,33 milhões de reais na cotação atual) para os dois filhos de Mona Juul e Terje Rød-Larsen.
Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por solicitar prostituição de menor e foi encontrado morto na prisão em 2019, antes de ser julgado por exploração sexual de mulheres, incluindo menores.
Økokrim explicou que a investigação pretende identificar se houve algum tipo de favorecimento em função dos cargos ocupados por Mona Juul.
Mona Juul atuou como chefe de departamento no Ministério das Relações Exteriores da Noruega e foi posteriormente embaixadora no Reino Unido na década de 2010. Documentos e e-mails divulgados revelam que o casal manteve contato com o criminoso americano.
Mona Juul, com 66 anos, e Terje Rød-Larsen, com 78, tiveram papel importante nas negociações secretas entre Israel e Palestina que resultaram nos Acordos de Oslo, no início dos anos 1990.
O Ministério das Relações Exteriores da Noruega afirmou que Mona Juul renunciou ao cargo de embaixadora na Jordânia e no Iraque.
Outras figuras públicas importantes da Noruega, como a princesa herdeira Mette-Marit e o ex-primeiro-ministro Thorbjørn Jagland, também foram mencionadas após a recente divulgação de documentos do caso nos Estados Unidos.

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