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Investimentos mais acessíveis com plataformas financeiras, afirma BTG

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As plataformas que distribuem produtos financeiros facilitaram o acesso aos investimentos, representando um grande avanço para a sociedade e para o mercado de capitais do país. Um erro cometido pelo banco Master, no entanto, não deve ser motivo para retroceder nesse progresso. A opinião é do diretor financeiro do banco BTG, Renato Hermann Cohn, expressa durante a apresentação do balanço do banco referente ao ano de 2025.

Cohn mencionou um abuso por parte do Master no uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “Quando percebemos excessos e que o balanço do banco era difícil de entender, implementamos restrições na oferta dos CDBs do Master. Aconselhamos nossos clientes a respeitarem os limites do FGC e os limites prudenciais para qualquer portfólio de ativos. Gradualmente, restringimos a oferta até impedir novos investimentos no banco Master a partir de 2024”, explicou Cohn.

Recentemente, o CEO do Itaú, Milton Maluhy, criticou as plataformas financeiras por colocarem seus interesses pessoais acima dos interesses do sistema e dos clientes, levantando um prejuízo de R$ 55 bilhões para a sociedade e os bancos. O banco Master oferecia rentabilidade de 140% do CDI, valor superior ao mercado, além de comissões elevadas para que as plataformas promovesse seus títulos.

Maluhy afirmou que isso gerou incentivos inadequados, com plataformas utilizando o FGC como alavanca para modelos de negócios insustentáveis.

No mercado, o BTG, junto ao Nubank e XP, foi identificado por gestores como uma das plataformas que ajudaram a distribuir os CDBs do Master, embora as plataformas não tenham se pronunciado.

Cohn enfatizou que o uso indevido do FGC pelo Master não deve ser permitido. O banco promovia a ideia de que o fundo garantiria investimentos de até R$ 250 mil em caso de falência, o que configura um abuso que precisa ser coibido.

“Essa prática deve ser proibida”, destacou o diretor financeiro do BTG, indicando que há várias formas de corrigir esse abuso no uso do FGC.

Comparando com os Estados Unidos e a Europa, Cohn afirmou que existe um debate sobre o percentual permitidos para o uso do seguro oferecido pelo fundo garantidor. Mudanças provavelmente serão implementadas pelo Banco Central e pelo próprio FGC para aprimorar o mecanismo de proteção e evitar erros semelhantes.

Cohn questionou também a destinação dos recursos captados pelo banco Master, definindo isso como o grande desafio.

Possível aquisição de carteiras do BRB

O BTG está aberto a analisar a compra de carteiras de crédito do BRB, instituição que tentou adquirir o banco Master mas foi impedida pelo Banco Central. Segundo Cohn, o banco só considera carteiras que atendam aos rigorosos padrões de qualidade do BTG.

“Se o BRB apresentar carteiras de alta qualidade e preço adequado, certamente avaliaremos a aquisição. Isso deve valer para todo o mercado, pois fazer essa análise é parte do nosso trabalho diário”, afirmou.

Lucro e desempenho recordes do BTG

O BTG Pactual encerrou 2025 com resultados expressivos, impulsionados pela diversificação dos negócios, ótima performance em todas as áreas e maior eficiência operacional.

As receitas totais alcançaram R$ 33 bilhões, representando aumento de 32% em relação a 2024. O lucro líquido ajustado chegou a R$ 16,7 bilhões, crescimento de 35% no mesmo período.

O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 26,9%, superior aos 23,1% registrados no ano anterior.

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