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Comissão só com homens para apurar assédio de Marco Buzzi no STJ

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Uma comissão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi formada para investigar acusações de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi. Curiosamente, todos os integrantes da comissão são homens. Inicialmente, faziam parte do grupo as ministras Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Raul Araújo. Porém, Isabel Gallotti se declarou impedida e saiu do processo, sendo substituída por Francisco Falcão.

O STJ conta com 33 membros, sendo seis mulheres. Quando os familiares da jovem acusadora compartilharam os detalhes do episódio com membros da corte, algumas ministras se dirigiram ao presidente Herman Benjamin para relatar a situação.

A sindicância instaurada no STJ tem caráter administrativo e pode levar à aposentadoria compulsória do ministro Marco Buzzi. Ele também responde a outra investigação no Conselho Nacional de Justiça.

No âmbito criminal, o boletim de ocorrência registrado pela família da vítima na Polícia Civil de São Paulo foi encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF), que é o foro adequado para julgar ministros de cortes superiores.

Na quinta-feira, 5, dia seguinte à abertura da sindicância, Marco Buzzi apresentou um atestado médico ao presidente Herman Benjamin, alegando mal-estar e foi internado em hospital de Brasília. O atestado possui validade de dez dias, podendo ser prorrogado. Nos bastidores, ministros acreditam que ele deverá ser afastado enquanto durar a investigação.

A vítima tem 18 anos e buscava descanso com os pais na casa de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC). Segundo seu relato, ele a teria agarrado à força enquanto estavam no mar. Ela conseguiu se desvencilhar e contou o ocorrido aos pais, que decidiram sair do local no mesmo dia.

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