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Economia

Brasil capta 4,5 bilhões de dólares em títulos no exterior

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O Tesouro Nacional informou nesta segunda-feira (9) os resultados da primeira oferta de títulos soberanos no mercado internacional em 2026.

A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou 4,5 bilhões de dólares, com a emissão de um novo título de dez anos – o Global 2036 – e a reabertura do título Global 2056, com prazo de 30 anos.

Com vencimento em 22 de maio de 2036, o Global 2036 foi emitido no valor de 3,5 bilhões de dólares, um volume recorde para papéis de dez anos do Tesouro Nacional, oferecendo juros de 6,4% ao ano, pagos semestralmente em maio e novembro.

Esse título teve um spread de 220 pontos-base (2,2%) superior ao título do Tesouro dos Estados Unidos. Juros e spread indicam o risco dos títulos brasileiros no exterior, sendo que quanto mais baixos, menor o risco de inadimplência da dívida externa.

Os juros foram superiores aos da última emissão de títulos de dez anos, realizada em novembro, que pagava 6,2% ao ano. O spread também aumentou, passando de 210,9 para 220 pontos.

Global 2056

Para o título de 30 anos, o Brasil captou 1 bilhão de dólares, com vencimento em 12 de janeiro de 2056. O papel oferece juros de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base (2,45%) acima dos títulos de 30 anos do Tesouro dos EUA.

O Tesouro destacou que este spread é o mais baixo para um título brasileiro de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014, que teve 187,5 pontos-base. Em comparação com a emissão anterior de setembro do ano passado, houve redução nos juros e no spread, que antes eram 7,5% e 252,7 pontos, respectivamente.

Demanda

De acordo com o Tesouro Nacional, a operação teve demanda 2,7 vezes maior que o volume ofertado, com o livro de ordens atingindo cerca de 12 bilhões de dólares. O total captado para o Global 2036 é o maior valor para títulos internacionais de dez anos desde o início das emissões brasileiras no exterior.

O Tesouro afirmou que os resultados, com alta demanda, grande volume e spreads reduzidos, demonstram a confiança dos investidores na solidez e atratividade da dívida soberana do Brasil, refletindo a visão positiva do mercado internacional sobre a credibilidade do país.

A operação foi liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os 4,5 bilhões de dólares captados serão somados às reservas internacionais do Brasil no dia 19 de fevereiro.

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