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Macron alerta que tensões comerciais dos EUA continuam
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou em entrevista concedida a diversos jornais europeus que as ameaças e pressões comerciais provenientes dos Estados Unidos ainda persistem, convocando a Europa a se unir e agir.
No diálogo divulgado nesta terça-feira (10) em veículos como Le Monde, El País, The Economist e Süddeutsche Zeitung, Macron criticou a complacência demonstrada por líderes europeus após o alívio momentâneo das tensões tarifárias vigentes durante o governo Trump.
Ele ressaltou que, apesar da redução inicial da crise e do acordo tarifário alcançado, não se deve subestimar a continuidade das ameaças americanas, especialmente no que tange a tarifas aplicadas a setores como o farmacêutico, afirmando que desafios desse tipo serão constantes.
Macron enfatizou que frente a agressões evidentes, a Europa não deve ceder nem tentar acordos que não tragam resultados efetivos, pois tais estratégias prolongam a dependência europeia no cenário global.
Com reuniões agendadas entre líderes europeus para debater competitividade e indústria, o presidente defendeu a necessidade de fortalecer e simplificar o mercado interno da UE e ampliar a diversificação nos acordos comerciais.
Além disso, pediu proteção para setores-chave europeus como tecnologias limpas, química, aço, automóveis e defesa, propondo uma política de “preferência europeia” para evitar que o continente perca espaço frente a outras potências.
Na entrevista, mencionou ainda o acordo comercial com o Mercosul, classificando-o como mal formulado e antiquado, destacando sua defesa por pactos justos que preservem o meio ambiente e promovam a economia.
Sobre a situação da Rússia, Macron expressou o desejo de retomar o diálogo com Vladimir Putin de maneira coordenada pela Europa e restrita a interlocutores selecionados.
Os contatos diretos foram quase suspensos devido à guerra na Ucrânia, mas, com a recente visita de seu conselheiro diplomático a Moscou, buscaram restabelecer canais de comunicação. Ainda assim, o presidente afirmou que a Rússia aparentemente não deseja a paz neste momento.

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