Brasil
Brasil segue entre os piores no ranking mundial de corrupção
Em 2025, o Brasil continuou a ocupar uma das piores posições no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela ONG Transparência Internacional, alcançando a 107ª colocação entre 182 países avaliados, com 35 pontos numa escala de 0 a 100. O resultado mostra uma estabilidade negativa, pois é igual à segunda pior nota já registrada na série do índice, ficando abaixo da média global e da média das Américas, que são ambas de 42 pontos.
Esse índice, divulgado em 10 de dezembro, é um dos principais indicadores globais que medem a percepção sobre a corrupção no setor público. Dados da Transparência Internacional destacam que o Brasil permanece distante dos países com melhor índice, como Dinamarca, Finlândia e Cingapura, que lideram o ranking.
Além do índice, o relatório Retrospectiva 2025, também da Transparência Internacional, destaca uma crescente influência do crime organizado dentro das estruturas do Estado brasileiro. O documento cita casos de corrupção em larga escala, incluindo esquemas envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master, e aponta falhas estruturais importantes nos sistemas financeiro e jurídico, que são cruciais para o avanço de práticas ilegais.
O relatório chama a atenção para o aumento recorde das emendas parlamentares, que ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento de 2026, evidenciando maior controle do Poder Legislativo sobre os recursos públicos. Esse fenômeno é descrito como uma ‘captura orçamentária’ que alcança também os governos estaduais e municipais.
A Transparência Internacional também menciona suspeitas sobre contratos de alto valor celebrados pelo Banco Master com escritórios de advocacia ligados a membros do Supremo Tribunal Federal, defendendo a instauração de investigações independentes. A ONG recomenda ainda a criação de um código de conduta para o Judiciário e o fortalecimento dos mecanismos de integridade em todos os poderes do governo.
Apesar do cenário preocupante, a organização reconhece avanços importantes, como a atuação mais efetiva da Receita Federal e do Ministério Público em operações baseadas em inteligência financeira, destacando especialmente a operação Carbono Oculto, direcionada ao combate da lavagem de dinheiro e da evasão fiscal. Outro progresso mencionado é o controle mais rigoroso das emendas e a rejeição da ‘PEC da Blindagem’ no Senado Federal.
O desempenho do Brasil no ranking está alinhado com países como Sri Lanka e Argentina, mostrando que o país continua abaixo das médias mundial e regional desde 2015.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login