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PT aceita decisão de Alckmin sobre vice de Lula
Edinho Silva, presidente nacional do PT, declarou que o partido respeitará a decisão de Geraldo Alckmin caso ele queira continuar como vice de Lula nas eleições de outubro. A definição da chapa ainda depende da vontade de Alckmin.
O partido tem evitado criar tensões públicas com Alckmin e o PSB durante as negociações sobre a composição da chapa e a possibilidade de Alckmin concorrer ao governo de São Paulo.
Edinho Silva explicou em entrevista que o vice poderá ser candidato ao cargo que desejar, e se escolher continuar como vice de Lula, o PT aceitará essa decisão. Ele também reconheceu a importância do papel desempenhado por Alckmin.
Nos últimos meses, o nome de Alckmin tem sido cotado para disputar o governo paulista, embora ele não tenha manifestado publicamente essa intenção. Há interesse entre os petistas em abrir espaço para um partido de centro, como o MDB, na chapa.
Edinho Silva afirmou que Lula terá um grande apoio em São Paulo, e o PT trabalha em um programa focado principalmente na segurança pública, que inclui valorização das carreiras policiais e uso de tecnologia, além de buscar solução para os baixos salários das forças policiais do estado.
Sobre possíveis candidatos para a eleição estadual, Edinho destacou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como uma liderança importante de São Paulo, embora tenha ressalvado que ninguém se candidata sem convicção.
Edinho Silva informou que mantém conversas com líderes do União Brasil e do Progressistas (PP) para alinhar os projetos nacionais de Lula e debater as disputas estaduais, ressaltando a necessidade de diálogo mesmo com divergências entre os partidos que compõem a base governista.
Ele afastou rumores sobre mudanças estratégicas do PT no Piauí que poderiam favorecer o senador Ciro Nogueira, reafirmando que o governador Rafael Fonteles é candidato à reeleição e que as candidaturas ao Senado estão definidas.
Sobre o atual cenário político, Edinho comentou que a polarização no Brasil reflete tendências internacionais, como o enfraquecimento da democracia representativa causado por um sentimento antissistema e o empobrecimento global.
O presidente do PT também apontou que a consolidação do senador Flávio Bolsonaro como candidato da direita era previsível diante da polarização política atual.
Na esfera política parlamentar, o PT apoia a criação da CPI do Master e busca superar divergências entre partidos para construir uma agenda comum em prol dos interesses da população.
Segundo levantamento sobre o apoio à CPI do Master, 37 deputados do PT na Câmara e 6 senadores do partido apoiam a instalação da comissão de inquérito.

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