Brasil
Exumação de cão em SC pode ajudar investigação
O Ministério Público de Santa Catarina está considerando solicitar a exumação do corpo do cão conhecido como Orelha, que faleceu na Praia Brava, em Florianópolis, para esclarecer dúvidas remanescentes na investigação.
O MP informou que pedirá à Polícia Civil que realize ações adicionais na apuração da morte do animal, e entre essas providências está a possibilidade de exumação.
A 10ª Promotoria de Justiça, responsável pela área da Infância e Juventude, detectou pontos que precisam ser melhor investigados após uma análise inicial do boletim de ocorrência.
Ambas as promotorias, a 10ª e a 2ª da Capital, esta última da área criminal, concordam que é necessário aprofundar a investigação para esclarecer com mais detalhes os eventos ocorridos.
Além disso, o MPSC investiga possíveis atos de coação durante o processo e ameaças envolvendo parentes dos adolescentes investigados e um porteiro do condomínio da Praia Brava.
Recentemente, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente suspeito, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Brasil não prevê a internação em casos relacionados a maus-tratos a animais.
Posteriormente, um vídeo apresentado pela defesa do adolescente mostra o cão supostamente andando pelas ruas da região por volta das 7h do dia 4 de janeiro, horário posterior ao que a polícia indicou para o ataque.
Segundo a Polícia Civil, Orelha foi ferido na madrugada do dia 4 de janeiro, às 5h30, sofrendo uma forte pancada na cabeça, causada possivelmente por um chute ou objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa. O cão foi resgatado no dia seguinte, mas não resistiu e faleceu em uma clínica veterinária.
As investigações também envolvem agressões ao cão Caramelo, outro animal comunitário da Praia Brava, que sofreu uma tentativa de ataque poucos dias após a morte de Orelha. Câmeras de segurança registraram as agressões.

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