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Economia

Indústria alerta sobre riscos da proposta de acabar com escala 6×1

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Entidades do setor industrial expressaram preocupação nesta terça-feira, 10, sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) emitiu uma nota demonstrando apreensão quanto à condução do debate.

A Abimaq, representante dos fabricantes de máquinas e equipamentos, destacou análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que indica um impacto de R$ 178,8 bilhões nos custos de funcionários formais da indústria, reiterando sua preocupação com a proposta.

O estudo da CNI considera a possibilidade de uma redução legal da jornada para 36 horas semanais, em regime 4×3, sem diminuição proporcional dos salários, o que acarretaria um aumento de 25,1% nos custos com pessoal, com base nos valores de 2023.

De acordo com a análise, caso as empresas precisem contratar novos trabalhadores para manter a produção, terão maiores despesas com salários, encargos legais e benefícios como plano de saúde, previdência privada, auxílio-creche, transporte e alimentação.

Ao se posicionar sobre o tema, a CNI defende que qualquer alteração na legislação trabalhista considere as diferentes realidades produtivas do país, os efeitos sobre diversos setores econômicos e empresas de variados portes, além das disparidades regionais e o impacto na competitividade e geração de empregos formais.

A Fiesp informa que mantém diálogo com líderes sindicais e setores produtivos sobre a jornada de trabalho. Para a indústria paulista, qualquer modificação deve respeitar a autonomia das negociações coletivas previstas na Constituição Federal. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ressalta que “engessar a jornada constitucionalmente, sem levar em conta as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores”.

A entidade alerta para o risco de perda da competitividade e pressões inflacionárias caso a transição para uma jornada reduzida ocorra sem aumento da produtividade ou diminuição do “Custo Brasil”.

A mudança, segundo a Fiesp, afeta severamente a sustentabilidade de pequenas e médias empresas, podendo ocasionar retração econômica, fechamento de empregos formais e crescimento da informalidade, contrariando o objetivo inicial da proposta.

Por fim, a Abimaq destaca que a medida pode causar prejuízos sérios à economia brasileira, à competitividade do setor produtivo e, principalmente, ao emprego formal.

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