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Calheiros revela que Lula discutiu vice do MDB na chapa de reeleição

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O senador Renan Calheiros (MDB-AL) comentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou sobre a possibilidade de o candidato a vice-presidente na chapa para reeleição ser do MDB, durante um encontro com ele e outro membro do partido no fim do ano passado, na Granja do Torto.

Recentemente, Lula mencionou publicamente que pode haver mudanças na composição da chapa, indicando que o vice Geraldo Alckmin terá um papel importante na eleição em São Paulo. Entre os possíveis candidatos do MDB para vice está o ministro Renan Filho (Transportes), filho do senador Renan Calheiros.

Ao ser questionado se Lula consideraria ter um vice do MDB, Renan Calheiros respondeu que essa ideia partiu do próprio presidente, mencionando que a conversa ocorreu em 17 de dezembro, na Granja do Torto.

Essa declaração destaca a estratégia do Planalto de fortalecer a aliança política buscando o centro, considerada fundamental para a disputa presidencial. O MDB é visto como um aliado essencial por sua presença regional e influência no Congresso, embora mantenha autonomia em suas decisões partidárias.

Renan Calheiros explicou que a indicação para vice dependeria de um convite formal do presidente e da decisão interna do partido. Ele destacou que o apoio do MDB poderia trazer uma base consistente para ampliar a coligação eleitoral de Lula, citando nomes importantes como a ministra Simone Tebet (Planejamento), o governador do Pará, Helder Barbalho, e o presidente do partido, Baleia Rossi, mas frisou que o assunto ainda não foi formalmente discutido.

A possibilidade de mudança no vice ocorre diante de dúvidas sobre a permanência de Alckmin. Lula tem enviado sinais mistos: elogiando o vice atual, mas aberto a novas composições para fortalecer alianças na campanha de reeleição.

Nos bastidores, aliados do governo consideram que conceder a vaga de vice ao MDB ajudaria a consolidar apoio de setores centristas e dificultaria o crescimento de adversários. A estratégia se alinha com outras tentativas recentes de aproximação com partidos médios, como conversas com lideranças do PP e do União Brasil para obter neutralidade ou alianças regionais.

Entretanto, Renan Calheiros ressaltou que o MDB não será obrigado a apoiar nenhuma candidatura, e a decisão será tomada respeitando o calendário oficial das convenções partidárias, previstas até agosto. Para ele, a escolha do vice depende das circunstâncias e da estratégia eleitoral do candidato à Presidência.

Se a composição entre Lula e o MDB avançar, isso poderá alterar o equilíbrio político da eleição de 2026, enfraquecendo setores mais conservadores e ampliando o apoio ao atual presidente.

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