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Trump aposta alto e afirma que novo chefe do Fed pode elevar crescimento dos EUA em 15%

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou recentemente que sua indicação para presidir o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, tem potencial para acelerar o crescimento econômico dos Estados Unidos em até 15%. Embora essa previsão seja bastante ambiciosa, ela evidencia a intensa expectativa e pressão que Kevin Warsh poderá enfrentar caso sua nomeação seja aprovada.

Em entrevista à Fox Business, Trump revelou que Warsh foi sua segunda opção na última seleção, expressando que sua escolha anterior, Jerome Powell, foi um equívoco. Vale lembrar que o Fed é reconhecido mundialmente por sua independência em relação ao governo, que não possui autoridade para demitir seu presidente ou manipular diretamente suas políticas monetárias.

Trump declarou ao apresentador Larry Kudlow, ex-assessor da Casa Branca, que se Warsh conseguir desempenhar plenamente suas funções, o crescimento econômico poderia chegar a 15% ou até ultrapassar esse índice. Ele enfatizou que Warsh é um profissional altamente qualificado e acredita que terá um ótimo desempenho.

Não foi esclarecido se a previsão se refere a crescimento anual ou outra métrica econômica. Atualmente, a economia americana projeta crescimento em torno de 2,4% para este ano, mantendo uma média histórica de cerca de 2,8% ao ano nas últimas cinco décadas. Avanços superiores a 15% no PIB foram raros desde os anos 1950, ocorrendo especialmente em períodos de recuperação após eventos extraordinários, como o terceiro trimestre de 2020, quando houve reaberturas após a pandemia.

Tentativa clara de influência

No processo de escolha do novo presidente do Fed, Trump indicou sua preferência por um candidato que reduzisse as taxas de juros. Posteriormente, ressaltou que não teria apoiado Warsh se ele defendesse o aumento dessas taxas.

Essas declarações revelam que Trump aposta que, com a nomeação de Warsh, a economia poderá receber um impulso significativo antes das eleições legislativas, que tradicionalmente são desafiadoras para presidentes dos EUA.

Por outro lado, a confirmação de Warsh pelo Senado pode enfrentar atrasos. O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, que está se aposentando, ameaçou bloquear a aprovação enquanto uma investigação do Departamento de Justiça (DOJ) estiver em andamento sobre Powell e um projeto relacionado ao edifício do Fed.

Trump comentou sobre a disputa de longa data com Tillis e aparentou não se preocupar com possíveis atrasos na nomeação, declarando que, caso ocorra, simplesmente aceitará a situação.

Pressão e desafio para Warsh

As palavras de Trump sugerem que a gestão de Warsh poderá ser desafiadora, especialmente diante da inflação persistentemente alta, que normalmente seria exacerbada por taxas de crescimento aceleradas como a mencionada.

Os dirigentes do Fed preveem uma possível redução das taxas de juros apenas em 2026, segundo as projeções divulgadas em dezembro, embora investidores estejam esperançosos por cortes ainda em 2024.

Em entrevista concedida na segunda-feira, Trump revelou que seu ex-secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, foi quem pressionou fortemente para a escolha de Powell. Apesar disso, Trump admitiu sua insatisfação com essa decisão.

Powell foi reconduzido durante a administração do presidente Joe Biden, mas tem sido alvo de críticas constantes de Trump, que pressiona por taxas de juros mais baixas e questiona a tradicional independência do Fed.

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