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Presidente da Colômbia escapa de tentativa de assassinato
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, afirmou nesta terça-feira (10) que conseguiu evitar um atentado contra sua vida enquanto viajava de helicóptero, após meses de alertas sobre um suposto plano orquestrado por narcotraficantes para assassiná-lo.
O líder, de tendência esquerdista, relatou que na noite de segunda-feira (9) não conseguiu pousar no departamento de Córdoba, localizado na região caribenha do país, pois receava que sua aeronave fosse alvo de tiros.
“Passamos por mar aberto durante quatro horas e terminamos em um local inesperado, escapando por pouco da morte”, afirmou Petro em reunião transmitida ao vivo com ministros.
Essa denúncia surge num momento de intensa violência que impacta a campanha presidencial, a três meses das eleições, período em que a reeleição não é permitida por lei.
Petro assegura que há um “novo conselho do tráfico de drogas” interessado em eliminá-lo desde que assumiu o cargo, em agosto de 2022.
Esse suposto complô envolveria narcotraficantes baseados no exterior e guerrilheiros como Iván Mordisco, criminoso mais procurado do país e líder da maior dissidência das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que firmaram um acordo de paz em 2016.
Córdoba é uma área de atuação do Clã do Golfo, o maior cartel colombiano, que recentemente suspendeu negociações de paz. Isso ocorreu após Petro concordar com o presidente dos Estados Unidos em iniciar uma caçada ao chefe do grupo, conhecido como Chiquito Malo.
A Colômbia tem um histórico sombrio de assassinatos de líderes de esquerda, incluindo candidatos presidenciais, resultado das alianças entre narcotraficantes, grupos paramilitares e agentes do Estado.
Petro, o primeiro presidente de esquerda do país, revelou em 2024 uma outra tentativa de assassinato contra si, o que o impediu de comparecer a um desfile militar em 20 de julho daquele ano.
Durante a campanha eleitoral, Petro estava sempre protegido por um esquema de segurança rigoroso, incluindo veículos blindados. Na época, como senador da oposição, ele denunciava que um traficante da região produtora de café planejava assassiná-lo.

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