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Poucos banheiros nas estações do metrô causam problemas para passageiros no DF

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A falta de banheiros públicos nas estações do metrô no Distrito Federal tem causado dificuldades para muitos passageiros. Trabalhadores das áreas periféricas, que passam horas se deslocando até o centro de Brasília, sentem mais esse impacto, pois a maioria das estações oferece sanitários apenas para uso dos funcionários, sem acesso para o público.

Em grande parte das estações, não há banheiros disponíveis para os usuários. Por exemplo, na Estação Central, dentro da Rodoviária do Plano Piloto, não existem banheiros públicos, e os passageiros são direcionados para os banheiros da rodoviária. Caso esses estejam em manutenção, a alternativa é se deslocar para o andar superior da rodoviária ou para o Shopping Conjunto Nacional, ambos fora do sistema metroviário e administrados por instituições privadas, o que dificulta o acesso, especialmente em situações emergenciais.

Além do desconforto, a ausência dos banheiros gera custo extra para os passageiros, pois para voltar ao metrô após usar um banheiro externo é necessário pagar nova passagem. Dos 27 pontos do sistema, somente três estações na Asa Sul (102 Sul, 112 Sul e 114 Sul) possuem banheiros públicos em funcionamento regular. Nas outras estações, existem apenas sanitários para uso exclusivo dos funcionários.

Moradores de regiões afastadas, como Samambaia, relatam que a falta de sanitários é uma constante. A assistente administrativa Elen Santos, de 34 anos, grávida de cinco meses e usuária frequente do metrô, diz que já precisou usar os banheiros da rodoviária diversas vezes por não encontrar banheiros disponíveis nas estações. Ela destaca que a necessidade aumenta na gravidez e que, além do desconforto físico, a questão financeira pesa, pois ter que pagar outra passagem ao sair do sistema para usar um banheiro externo gera um gasto extra que poderia ser destinado a outras necessidades.

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) declarou que, por motivos de segurança, as estações não possuem banheiros públicos, prática comum em muitos sistemas de metrô pelo Brasil e no mundo, alegando que os usuários permanecem pouco tempo nas estações. A empresa informa que funcionários podem, em situações específicas, acompanhar passageiros até os banheiros internos, mas não há previsão de construção de banheiros públicos nas estações.

Por outro lado, a diretora de comunicação do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal, Neiva Lopes, contesta essa justificativa, ressaltando que metrôs de outras grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, possuem banheiros públicos instalados e que, no DF, os passageiros podem ficar até 20 minutos nas estações fora dos horários de pico, o que justifica a necessidade desses banheiros.

Segundo Neiva, a redução da frota e a falta de servidores dificultam ainda mais a situação, pois há poucos funcionários para acompanhar passageiros até os banheiros internos e essas áreas não têm monitoramento adequado, trazendo riscos à segurança. Ela também destaca que os banheiros existentes na Asa Sul são mantidos por órgãos do Governo do Distrito Federal, não pelo Metrô-DF. Para ela, a solução envolve investimentos em infraestrutura e planejamento para incluir banheiros nas futuras estações que estão sendo construídas em Samambaia e Ceilândia, pois atender às necessidades básicas dos passageiros é fundamental.

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