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Tarcísio conversa com ministros do STF sobre pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, teve encontros nesta quarta-feira (11) com quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília. As reuniões aconteceram no contexto das tentativas da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro de obter prisão domiciliar, pedido que já foi negado anteriormente pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
O primeiro encontro ocorreu com Alexandre de Moraes, com quem Tarcísio mantém uma boa relação. O cronograma oficial inclui também reuniões com os ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, decano da Corte.
Na terça-feira, o vereador Carlos Bolsonaro anunciou que os advogados do ex-presidente apresentariam um novo pedido de prisão domiciliar. Bolsonaro está detido na Papudinha após ser condenado a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado.
Tarcísio já visitou Bolsonaro no final de janeiro para reafirmar apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, mesmo após alguns desentendimentos.
Carlos Bolsonaro destacou nas redes sociais: “Tanto o laudo da Polícia Federal quanto o do médico assistente apontam a existência de quase 10 comorbidades graves e os altos riscos de morte enfrentados pelo presidente Jair Bolsonaro. Essa é uma medida humanitária, necessária e com respaldo jurídico.”
Laudo da Polícia Federal
O laudo mencionado afirma que Bolsonaro não necessita de cuidados hospitalares intensivos e pode continuar cumprindo a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, conhecido como Papudinha, para onde foi transferido em 15 de janeiro.
A perícia da Polícia Federal avalia que o quadro de saúde do ex-presidente é estável. No momento da avaliação, não há indicação para transferência a uma unidade hospitalar penitenciária, desde que o acompanhamento médico e a assistência à saúde sejam mantidos.
O documento foi produzido pelo Instituto Nacional de Criminalística e entregue ao ministro Alexandre de Moraes. Ele havia solicitado esse laudo para considerar o pedido da defesa de prisão domiciliar.
De acordo com o laudo, apesar da ausência de necessidade de internação imediata, Bolsonaro apresenta uma condição de saúde complexa, com várias doenças cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, metabólicas e neurológicas, além de histórico de cirurgias abdominais extensas.
“O histórico recente de quedas e desequilíbrio levou a perícia a realizar um exame neurológico detalhado, que identificou alterações físicas e levantou hipóteses relacionadas ao conjunto do quadro clínico”, relata o laudo.
O documento ressalta que, apesar das múltiplas doenças crônicas — como hipertensão arterial, apneia do sono grave, doença aterosclerótica, refluxo gastroesofágico, episódios frequentes de pneumonia aspirativa, anemia ferropriva, sarcopenia e cirurgias abdominais anteriores — todas estão controladas clinicamente e não impedem o cumprimento da pena no ambiente prisional.
Movimentações anteriores
No mês anterior, Tarcísio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já haviam buscado ministros para tentar a concessão da prisão domiciliar. Três fontes próximas ao governador confirmaram que ele conversou por telefone com ao menos quatro ministros do STF para tratar do assunto.
Além disso, informações indicam que Michelle Bolsonaro também atuou nos bastidores, chegando a participar de audiência com o ministro Gilmar Mendes. Ela teria pedido ao ministro que dialogasse diretamente com o relator Alexandre de Moraes na tentativa de sensibilizá-lo sobre o tema.
Michelle expressou interesse em cuidar pessoalmente do ex-presidente, alegando que sua saúde não permite o cumprimento do regime fechado. Nem Michelle nem Tarcísio comentaram publicamente sobre essas ações.
Essas conversas ocorreram enquanto Bolsonaro ainda estava na Superintendência da Polícia Federal e vieram após o ex-presidente sofrer uma queda na cela onde está detido.

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