Brasil
SUS adota insulina moderna de aplicação diária única
O Ministério da Saúde iniciou a substituição gradual da insulina humana (NPH) pela insulina análoga de ação prolongada, conhecida como glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). Este novo tipo de insulina permanece ativa no organismo por até 24 horas e requer apenas uma aplicação diária. No setor privado, o custo pode chegar a R$ 250 para um tratamento de dois meses.
A transição começou na sexta-feira, dia 6, com um projeto piloto nos estados do Amapá, Paraná, Paraíba e no Distrito Federal. Essa etapa inicial atende crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais portadores de diabetes tipo 1 ou 2. Estima-se que mais de 50 mil pacientes sejam beneficiados nesta fase.
De acordo com o ministério, a escolha dos locais considerou aspectos regionais e a capacidade para implantar a iniciativa. Treinamentos estão sendo oferecidos para profissionais de saúde da Atenção Primária, com o objetivo de garantir o uso correto das canetas aplicadoras e a administração adequada do medicamento.
Em um momento futuro, o ministério realizará uma avaliação dos resultados para planejar a expansão do programa para outras regiões do país.
Produção nacional
Por meio de uma colaboração entre o laboratório público Bio-Manguinhos, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a companhia chinesa Gan & Lee, está prevista a transferência da tecnologia para fabricar a insulina glargina dentro do Brasil.
Em 2025, essa parceria permitiu a entrega de mais de 6 milhões de doses do medicamento, com um investimento de R$ 131 milhões. A expectativa é que até o final de 2026 a capacidade de produção alcance 36 milhões de unidades.
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, destacou em nota à imprensa: “Após 20 anos, o Brasil retomou a produção nacional de insulina, o que assegura maior segurança e confiabilidade para os pacientes. A ampliação do acesso a tratamentos para diabetes no SUS ilustra a relevância do fortalecimento do complexo industrial brasileiro.”
Além da insulina análoga de ação prolongada, o SUS oferece gratuitamente outros três tipos: as insulinas humanas NPH e regular, e a insulina análoga de ação rápida. O sistema público também disponibiliza medicamentos orais para o tratamento do diabetes.

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